Patrimônio da União manda derrubar barracas na praia, mas mantém mordomias em mansão do deputado Damião Feliciano

Mansão de Damião à beira-mar (Imagem da Internet)

Mansão de Damião à beira-mar (Imagem da Internet)

O deputado federal Damião Feliciano (PDT) é considerado um “expert” em matéria de articulações, principalmente envolvendo cargos públicos. Mantém o filho, Renato Feliciano secretário estadual de Turismo, no governo Ricardo Coutinho (PSB), e Daniela Almeida Bandeira, na superintendência do Patrimônio da União na Paraíba, mesmo sendo o governador adversário da presidente Dilma Roussef.

Mas, Damião é também um homem de sorte. A Superintendência do Patrimônio da União mandou derrubar tudo que é barraca irregular instalada na orla marítima, entre Cabedelo e a praia do Pessoa, em João Pessoa. Comerciantes com mais de vinte anos no local, como os proprietários do Bardo Marcão, Cibelle Bar e Bar do Surfista, tiveram que se mudar por estarem ocupando irregularmente áreas pertencentes à União.

Como não é comerciante, o deputado Damião Feliciano, que indicou a atual superintendente, foi poupado. Sua pequena mansão de 300 metros quadrados de área construída permaneceu intacta, mesmo invadindo local privativo da União com uma área de lazer de fazer inveja a qualquer ricaço da orla carioca. Com direito a piscina e churrasqueira em área de preservação permanente.

O Ministério Público Federal Investigou casos de invasões, determinando a demolição de áreas em mais de 40 casas, entre Manaíra e Bessa, entre 2010 e 2011. Mas, a SPU não incluiu o imóvel de Damião. Há também uma decisão judicial referente ao processo Nº 0005401-90.2010.4.05.8200, em tramitação na 1ª Vara Federal de João Pessoa, onde não cabe mais recurso. De acordo com a sentença, a área ocupada irregularmente deve ser removida e o proprietário multado. Mas, como se trata de Damião Feliciano, a SPU não entendeu assim.

Imagem aérea da casa do deputado (Imagem da Internet)

Imagem aérea da casa do deputado (Imagem da Internet)

Aliás, há um fato curioso em relação ao imóvel onde mora Damião, que estaria em nome do ex-presidente do Tribunal de Contas do Amapá, Júlio Miranda, aquele mesmo que teve seu nome envolvido em alguns escândalos sob acusação de desvio de dinheiro público, formação de quadrilha, peculato, improbidade administrativa e lavagem de dinheiro, objeto de operações da Polícia Federal intituladas “mãos limpas” e “mãos vazias”.

Mas, pelo jeito, nada disso incomoda a Superintendência Regional do Patrimônio da União. Muito menos o deputado Damião Feliciano. O importante mesmo, é deixar comerciantes sem renda, demolindo barracos de gente pobre. O deputado que fique à vontade para usufruir de sua piscina e churrasqueira à beira-mar.

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