PDT não pune “infiéis” e abre margem para novas dissidências; Governador Ricardo Coutinho já foi alertado

O deputado federal Damião Feliciano, mais uma vez, não cumpriu o que prometeu. Não puniu os “infiéis” que trocaram o apoio ao candidato do PT, deputado Luciano Cartaxo, por cargos na Prefeitura de João Pessoa, e abriu brecha para que outros pedetistas também abandonem Estelisabel Bezerra, candidata do PSB e do governador Ricardo Coutinho.

No início de julho, o ex-delegado regional do Trabalho na Paraíba, Inácio Machado, e o ex-chefe do Patrimônio da União na Paraíba, Wellison Silveira, ignoraram a orientação do PDT e anunciaram apoio a Cartaxo. Como prêmio, assumiram a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (Sedurb) e a Subprefeitura de Tambaú, na gestão do prefeito Luciano Agra, que também vota no candidato do PT. Os dois cansaram de esperar por cargos que Damião teria prometido na administração estadual.

No dia seguinte, o deputado federal anunciou que os dois seriam julgados pelo Conselho de Ética, órgão deliberativo do partido responsável por avaliar a conduta dos filiados. Se julgados e condenados, Inácio e Wellison poderiam até ser expulsos do PDT. Poderiam.

Até agora, nenhuma decisão do Conselho de Ética foi tomada. Os “infiéis” sequer foram ouvidos. Damião e a direção do PDT fizeram “vista grossa”, da mesma forma que trataram o caso dos vereadores Geraldo Amorim e Raoni Mendes, os primeiros a decretar insubordinação e pular para o barco do PT.

A situação vem estimulando candidatos proporcionais do PDT a fazer o mesmo. Não será surpresa se nos próximos dias novas defecções ocorrerem, seja para apoiar Cartaxo ou outros candidatos. O problema já chegou aos ouvidos do governador Ricardo Coutinho, tratando muito mais da omissão de Damião e sua trupe do que propriamente da vontade de desertar dos aliados.

 

 

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