O ex-senador Pedro Simon (PMDB/RS) mostrou, mais uma vez, porque é considerado um dos políticos mais sérios do País. Na Capital paraibana, onde foi homenageado com título de cidadania e a Medalha Cidade de João Pessoa, a mais alta comenda da Câmara Municipal, Simon deixou de lado o tradicional corporativismo que cerca a classe política e defendeu a cassação do deputado federal Eduardo Cunha, seu companheiro de partido e atual presidente da Câmara dos Deputados.
E a postura, diga-se de passagem, não está amparada por mágoas ou divergências regadas à interesses pessoais, como na maioria dos casos. Simon sustenta que as mentiras de Cunha e o dinheiro encontrado em suas contas secretas na Suíça são elementos suficientes para a cassação. O presidente da Câmara teria ferido a ética e o decoro parlamentar, requisitos indispensáveis para manutenção do mandato.
Ao contrário de muitos parlamentares que defendem Cunha ou se omitem em relação ao tema, divididos entre os favores devidos e a busca de novos privilégios, Simon prefere preservar sua história, como fizeram dois grandes paraibanos (Humberto Lucena e Antonio Mariz), companheiros de Senado citados pelo político gaúcho como exemplos no exercício de suas funções.
Os três são dignos de qualquer homenagem.

