O PEN já chegou a ter a maior bancada da Assembleia Legislativa, na legislatura passada. Eram cinco deputados: Ricardo Marcelo (presidente), José Aldemir, Branco Mendes, Toinho do Sopão e Edmilson Soares. Na eleição de 2014, ainda conseguiu eleger quatro parlamentares, uma bancada considerável. Agora, os tempos de glória parecem no fim. O partido corre o risco de ficar com apenas dois representantes na Casa de Epitácio Pessoa.
Edmilson Soares e Branco Mendes querem assumir o comando do PEN para levá-lo à base de sustentação do governador Ricardo Coutinho. Os dois já estão lá, mas Ricardo Marcelo e José Aldemir, que fazem oposição a Ricardo, anunciaram desfiliação. Ricardo Marcelo perdeu a eleição para o atual presidente da Assembleia, Adriano Galdino (PSB), que teve apoio do governador e de metade do PEN.
A saída de Ricardo e Aldemir deve estreitar o caminho do PEN entre a Assembleia e o Palácio da Redenção. Cabe aos novos comandantes caírem em campo em busca de novas filiações, como fez o ex-presidente. Caso contrário, o PEN pode se transformar num partido “nanico”, sem grandes expressão e pretensões.

