Em campanhas eleitorais, há situações que, de início, causam estranheza e depois remetem ao humor. Um desses casos ocorre em Bayeux. O prefeito Expedito Pereira, candidato à reeleição pelo PSB, deixou a ver navios o ex-deputado federal Domiciano Cabral e sua esposa, Sara Cabral, ex-prefeita da cidade. Domiciano era nome certo para vice de Expedito, mas fez “beicinho”, exigiu o que não tinha direito e acabou preterido: o empresário Júnior do Kipreço foi escolhido companheiro de chapa do atual prefeito.
Magoado, Domiciano mandou recados “malcriados” ao prefeito, mesmo tendo o primo, Nilton Domiciano, indicado secretário municipal desde que selou aliança com Expedito. Disse que o apoio do seu grupo dependeria, imaginem só, do resultado de uma pesquisa de opinião pública. Pois é, o ex-deputado e empresário garante ter encomendado pesquisa para se posicionar de acordo com o que pensa o eleitorado de Bayeux. Nada contra. Mas, imagine se Domiciano fosse o candidato a prefeito? Será que mandaria fazer pesquisa para escolher seu vice?
Se pretendia ser adversário de expedito, por que Domiciano indicou um parente para a administração municipal. Se quer continuar aliado, então por que fazer pesquisa para definir em que palanque estará? Domiciano pisou na bola. Perdeu a chance de mostrar que é um aliado de primeira hora ou um adversário que não aceita barganha.
A pesquisa é apenas um detalhe.

