PMDB mostra sua força eleitoral e passa a ser a “noiva cobiçada” para segundo turno na Paraíba

Vital: Votação provocou segundo turno (Imagem da Internet)

Vital: Votação provocou segundo turno (Imagem da Internet)

O PMDB fracassou com a tentativa de viabilizar a candidatura de Veneziano Vital do Rego ao Governo do Estado. Depois, enfrentou sérias dificuldades para emplacar o irmão do “Cabeludo”, Vital do Gero Filho. O partido chegou a se dividir em duas outras alas que queriam apoiar o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) ou o governador Ricardo Coutinho (PSB).

Encerrada as eleições na Paraíba, o resultado leva a crer que o partido teria outro desempenho se tivesse apostado, unido, na candidatura própria. Mesmo com todos os obstáculos, os 106 mil votos conquistados pelo senador Vital do Rego, que disputou o Governo do Estado, acabaram levando a eleição para o segundo turno.

Maranhão foi eleitor senador (Imagem da Internet)

Maranhão foi eleitor senador (Imagem da Internet)

Mais que isso: o PMDB elegeu três deputados federais e quatro estaduais. A partir de janeiro de 2015, passará a contar com a maior bancada na Câmara e a segunda maior na Assembleia Legislativa. Conquistou também a única vaga no Senado Federal com José Maranhão e elegeu o segundo deputado federal mais votado (Veneziano Vital com 177.680 votos).

De quebra, o partido presidido por Michel Temer ainda serviu de palanque para divulgação das propostas de Dilma Roussef, que obteve 1.166.632 votos. Candidata à reeleição, a presidente teve no Estado quase 300.000 votos a mais que Aécio Neves (PSDB) e Marina Silva (PSB) juntos.

Por tudo isso, o PMDB passa a ser o “fiel da balança” do segundo turno na Paraíba, como definiu o senador eleito José Maranhão. E será “cortejado” pelos dois candidatos a governador – Ricardo Coutinho e Cássio Cunha Lima – como se fosse uma noiva no altar.

Se não chegou ao topo do poder, como esperava, o partido certamente será o centro das atenções até que decida de que lado estará nessa etapa decisiva do pleito.

O PMDB da Paraíba não conseguiu levar seu candidato a Governador ao segundo turno, mas acabou saindo das Eleições 2014 fortalecido. O partido elegeu o Senador da República, José Maranhão, com 647.271 votos (37,12% do total de votos válidos), a maior bancada da Câmara Federal (3 parlamentares) e a segunda maior bancada da Assembléia Legislativa (4 parlamentares).

Para a Câmara Federal, o PMDB foi o único partido a eleger três deputados. Nenhuma outra legenda chegou a eleger, sequer, dois parlamentares. Os peemedebistas eleitos são Veneziano Vital (o segundo mais votado do estado com 177.680 votos e o mais votado da sua cidade, Campina Grande, com 62.915 votos), Hugo Motta, com 123.686 votos e Manoel Júnior, com 105.693 votos.

Para a Assembléia Legislativa, o PMDB elegeu a segunda maior bancada, com 4 parlamentares, atrás apenas do PSB, que elegeu cinco deputados. Os eleitos pelo PMDB são: Nabor Wanderley, com 40.138 votos; Raniery Paulino, com 35.007 votos; Gervásio Maia, com 34.795 votos e Trocolli Júnior, com 20.685 votos.

Mesmo não indo ao segundo turno, lutando contra todos os problemas – sobretudo dentro do próprio PMDB – o senador Vital do Rêgo passa a ser a ‘noiva cobiçada’ da eleição, neste segundo turno. Ele teve 106.162 votos, quase quatro vezes mais a diferença de votos entre o primeiro e o segundo colocados no pleito, Cássio Cunha Lima (PSDB) e Ricardo Coutinho (PSB), que foi de 28.388 votos.

Além de Vital, seu irmão, Veneziano, também terá o seu peso eleitoral para o segundo turno, considerando a quantidade de votos que obteve. Vital e Veneziano também conseguiram eleger a mãe, a atual deputada federal Nilda Gondim (PMDB), como primeira suplente na chapa de José Maranhão. A votação de Vital foi decisiva para que a eleição na Paraíba fosse ao segundo turno.

É bom lembrar também que foi a candidatura de Vital do Rêgo que garantiu legenda para que o partido saísse fortalecido do pleito, elegendo um senador, três deputados federais e quatro deputados estaduais. Mesmo sabendo das dificuldades que se aproximavam, Vital decidiu pela candidatura própria para garantir que o partido não se entregasse na disputa e virasse uma legenda secundária no processo.

Outro fato importante é que a candidatura de Vital garantiu um palanque para a presidente Dilma Rousseff (PT) na Paraíba, já que o peemedebista foi o único candidato que a defendeu, nos debates e entrevistas, divulgando as ações do seu governo, como os programas sociais e as obras que estão em andamento, atualmente, no estado. Desta forma, Vital transformou-se no grande propagandista da candidatura de Dilma na Paraíba.

Na Paraíba, Dilma Rousseff obteve 1.166.632 votos, o que equivale a 676.116 votos a mais que o segundo colocado, Aécio Neves (PSDB). Dilma, sozinha, teve 282.726 votos a mais que Aécio e Marina Silva (PSB) juntos.

 

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