O apoio do PMDB ao projeto de reeleição da presidente Dilma Roussef deve custar caro ao PT. Pelo menos na Paraíba. Depois de exigir a indicação de Lucélio Cartaxo na chapa majoritária, como candidato ao Senado Federal, o partido do ex-governador José Maranhão quer agora selar aliança também na proporcional, proposta descartada pelos petistas. Na avaliação dos “companheiros” de Dilma, seria suicídio concorrer à Câmara Federal e à Assembleia Legislativa na mesma chapa dos peemedebistas.
O deputado Anísio Maia tem uma visão mais crítica ainda sobre a suposta aliança. Segundo ele, o PT não elegeria nenhum deputado na Paraíba marchando ao lado dos peemedebistas. Hoje, o partido conta com dois deputados estaduais e um federal e quer, no mínimo, manter essa representação após as eleições de outubro.
Mas, o PMDB não se dá por vencido. Mesmo com a rejeição da aliança pelas lideranças locais, o senador Vital do Rego Filho usa seu prestígio em Brasília na tentativa de reverter a decisão, como aconteceu no caso de Lucélio. O irmão do prefeito Luciano Cartaxo não queria ser candidato. Os petistas da Paraíba preferiam que ele disputasse um mandato de deputado federal. A família também. Mas, todos foram “convencidos” pela cúpula nacional do PT de que a luta pelo Senado, bem mais difícil e desgastante, seria o melhor caminho a seguir.
Não será surpresa, portanto, se a situação se repetir em relação à proposta de composição entre os dois partidos na proporcional.
Afinal, os votos que o PMDB diz ter para Dilma na Paraíba são um trunfo infalível.

