Podem chamar de clientelista, fisiologista e até chantagista. Mas, o PMDB é a “bola da vez”. Se o partido desembarcar do projeto do PT, a presidente Dilma Roussef desce ladeira abaixo com Lula e tudo. E olha que o PMDB tem uma oportunidade que nenhum outro partido teve, até agora, de romper com o sistema que lhe algema, agride e corrompe, mesmo sabendo que, do outro lado, não encontrará algo muito diferente.
A recusa do senador paraibano Vital do Rego Filho em ocupar o ministério do Turismo foi a grande “deixa” para o PMDB “criar vergonha”, se dar valor e agir como “gente grande”. Não precisa mudar de lado. Até porque, do outro lado, como antes foi dito, não há nada de extraordinário. O que precisa é o PMDB lembrar que é o maior partido do País e não deveria ficar se humilhando para ocupar cargos no governo, seja de qual partido for.
O PMDB tem condições até de lançar um candidato a presidente da República. Só não tem nome e nem teve, até agora, coragem de preparar uma alternativa. A “covardia institucional” impediu o partido de seguir seus próprios passos e independer dos aliados. Diante do impasse registrado em relação ao governo, nada mais adequado que o partido cobrar um “preço justo” pela subserviência e decadência de se “ajoelhar” ao Planalto.
Ou, então, romper de vez a “síndrome de Peter Pan” e tentar outros rumos.

