Um dos dados mais importantes da pesquisa parcialmente divulgada nesta segunda-feira, do instituto 6 Sigma, aponta mudança de postura da população pessoense em relação à administração municipal. A popularidade de Luciano Cartaxo despencou em 26%, em apenas dois meses. Uma queda assustadora que pode se transformar no principal obstáculo para o projeto de reeleição do prefeito.
No final de julho, Cartaxo navegava em céu de brigadeiro e sua gestão ostentava uma imponente aprovação popular de 70,28%, segundo o instituto de pesquisas IP4. Não faltou comemoração pelos números, com justa causa. Agora, mesmo bradando aos quatro cantos que entrega duas obras por semana, o prefeito não consegue o reconhecimento sequer da metade da população, de acordo com pesquisa divulgada pelo 6 Sigma. Apenas 44,2% dos entrevistados aprovam a atual gestão municipal.
Mas, por que Cartaxo perdeu tanta popularidade? De julho até agora, Cartaxo cometeu muitos erros. Um deles, na forma como conduziu o processo de mudança de partido. Ficou a impressão, querendo ou não seus aliados, que o prefeito traiu o PT, entrando pela porta da frente e saindo pela de trás. Cartaxo também errou ao querer comparar sua gestão com a do governador Ricardo Coutinho. Ora, o ex-petista sequer completou o primeiro mandato como gestor. Ricardo concluiu um mandato, foi reeleito, administrou durante mais dois anos e, agora, é governador do Estado reeleito. Como Cartaxo teria “munição” para uma batalha tão desigual?
Se não bastasse, o prefeito ainda amarga a falta de recursos para concluir obras importantes, como a reforma do Parque Solon de Lucena. Foi promessa de campanha que dificilmente será cumprida, pelo menos não nesse mandato. E tantas outras obras que assegurou entregar à população e não vai puder sequer iniciar. Sem as benesses do Governo Federal e da ex-aliada Dilma, o prefeito terá que se contentar com a inauguração de reformas em creches e escolas, como vem fazendo.
Isso, sem contar com a imensidão de adversários que ganhou, ao mudar de projeto e seguir o curso da “Direita”, renegando seu próprio passado.
Por tudo isso, não é de se estranhar uma queda tão acentuada de popularidade. E quando começa assim….

