O entorno da Câmara Municipal de Santa Rita transformou-se, na manhã desta terça-feira (13), numa espécie de ‘praça de guerra’, com manifestações de protesto à permanência do prefeito Netinho de Várzea Nova (PR), no cargo, em razão de acentuado atraso na folha de pagamento dos servidores públicos, ativos e inativos.
A Sessão Especial foi requerida pelo próprio presidente da Câmara, advogado Anésio Miranda (PSB), para que o prefeito e o titular das Finanças municipais comparecem, à Casa, para justificarem os motivos pelos quais o problema foi gerado. Segundo ele, o prefeito não vem honrando compromissos, com os servidores, em média, há quatro meses, a despeito de uma arrecadação que extrapola, e muito, os limites de gastos da Gestão.
O Movimento, adjacente à Câmara, foi organizado pelo Sindicato representativo dos servidores municipais de Santa Rita, com apoio da Central Única dos Trabalhadores (CUT), e ganhou fôlego quando Anésio Miranda divulgava a justificativa de Netinho de Várzea Nova, na Sessão.
O prefeito, além de não indicar representante, para a cerimônia, não convenceu, nem aos vereadores e nem aos sindicalistas, de que estaria impedido, para tal, por encontrar-se em Brasília, cumprindo agenda administrativa. Foi quando o clima de revolta aumentou, ainda mais, com acirramento de ânimos, e os manifestantes – com total amparo do Legislativo local – decidiram encaminhar o resultado do protesto à Assembleia-Geral dos servidores, já programada para a semana que entra, na disposição de representarem, contra Netinho de Várzea Nova, junto ao Ministério Público Estadual (MPE), ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e ao próprio Tribunal de Justiça da Paraíba (TJ-PB).
Com Assessoria

