O líder do governo, Hervázio bezerra (PSB), foi o primeiro a tocar na “ferida”. Por solicitação do deputado, a Assembleia Legislativa aprovou audiência pública com autoridades de trânsito para discutir o assunto, alegando o excesso de lombadas eletrônicas e as mudanças bruscas de velocidade mínima exigida nas placas de sinalização. Coube ao deputado João Gonçalves (PSD) solicitar a instalação da “CPI dos Pardais” para investigar o assunto.
Agora, foi a vez do presidente da Assembleia Legislativa denunciar a existência de uma “indústria de multas” em João Pessoa e outras cidades da Paraíba. Adriano Galdino (PSB) foi vítima do sistema de trânsito da Capital que, em momento algum, visa a orientação e educação dos motoristas, mas sim a aplicação de multas e o recolhimento dos recursos aos cofres públicos.
Galdino recebeu oito multas por ultrapassar a velocidade mínima exigida nas lombadas. Revoltado, ele decidiu estudar o assunto e obteve informações de que, em pelo menos uma das lombadas, localizada na Avenida Beira Rio, a velocidade máxima exigida, de acordo com as placas indicativas, é uma e a levada em conta para efeito de penalização dos motoristas, através de multas, é outra.
“Soubemos que a lombada da Beira Rio fixa uma velocidade máxima de 50 quilômetros, mas na verdade começa a multar a partir de 40 quilômetros. isso é um absurdo, sem contar que são muitas lombadas próximas umas das outras exigindo velocidades diferentes. Isso acaba confundindo o motorista, que ultrapassa a velocidade permitida e é multado. Não há dúvidas de que existe uma indústria de multas em João Pessoa e outras cidades da Paraíba”, sustentou Galdino.
Apesar das denúncias, o presidente da Assembleia está ainda estudando o pedido de instalação da “CPI dos Pardais”. Assinaturas, o requerimento de João Gonçalves tem de sobra. O problema é que a competência para tratar do assunto parece ser da Câmara Municipal. “Se a competência for nossa, vamos instalar de imediato”, avisou Galdino.
Os motoristas agradecem.

