Em conversa com jornalistas após a assinatura de atos no Palácio de Governo, em Lima, no Peru, Dilma disse que pretende fazer uma reforma ministerial, dando a entender que colocaria ao menos os secretários executivos das pastas no lugar dos titulares.
“É muito possível [que ministros deixem o governo para iniciar a campanha]. Vou fazer substituições. Agora já dei a notícia”, disse Dilma.
A reforma ministerial com vistas a 2014 é especulada desde meados deste ano, quando a presidente iniciou veladamente uma maratona de eventos e anúncios e manifestou seu apoio às candidaturas de ministros como Alexandre Padilha (Saúde), para o governo de São Paulo, e de Fernando Pimentel (Desenvolvimento), para o governo de Minas Gerais.
Nesta segunda-feira, inclusive, visitou Lima acompanhada de Pimentel e ampliou discussões nas áreas de atuação de Padilha. No entanto, quando questionada se a troca de farpas entre seus aliados, o ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (PSD), e o prefeito Fernando Haddad (PT), poderia respingar na campanha do ano que vem, disse que não falaria de eleição.
“Estou aqui fazendo uma visita de Estado e vocês estão perguntando de eleição”, disse Dilma.
Na edição desta segunda-feira da Folha, Kassab atacou seu sucessor, contra quem usou termos como “má-fé”, “desonestidade” e “desrespeitoso”. Foi a primeira vez que o ex-prefeito e presidente do PSD criticou o petista. Foi também uma resposta à entrevista de Haddad à Folha em que o prefeito disse ter encontrado a prefeitura em situação de “descalabro” e “degradação”.
Folha de São Paulo
