Cerca de 8.500 servidores da rede, sendo 4.500 educadores rede municipal de ensino de João Pessoa iniciam hoje uma paralisação de advertência por 48h, em protesto contra a indefinição da prefeitura da Capital em responder à pauta de reivindicações da categoria, que inclui o reajuste de 16%, retroativo a janeiro, para ativos e aposentados e atualização do pagamento do piso salarial nacional para os professores prestadores de serviço (PS) e reajuste no mesmo percentual na data base para os funcionários da educação.
A mobilização será realizada até amanhã e nestes dois dias 60 mil alunos ficarão sem aulas.
A decisão foi tomada, à unanimidade, durante assembleia das mais concorridas, realizada no auditório do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Município de João Pessoa.
Segundo o presidente da entidade, Daniel de Assis, o adiamento pela edilidade de mais uma reunião prevista para a última terça-feira e os recentes reajustes concedidos por diversas prefeituras, dentre elas Cabedelo, Campina Grande, Recife, Natal e Teresina agravaram a insatisfação.
Nova assembleia – O Sintem também pleiteia modificações do PCCR, dentre elas a garantia do afastamento para cursar pós graduação sem perdas, com ampliação do tempo das licenças e a progressão funcional para quem está em estágio probatório.
Amanhã, quarta-feira, uma outra assembleia será realizada, ocasião em que a classe poderá deflagrar greve por tempo indeterminado, caso até lá não tenha surgido nenhuma contraproposta.
Proposta – Ainda na tarde desta terça-feira (09), professores da rede municipal de João Pessoa terão uma reunião com a secretária Edilma Ferreira (Educação).
A secretária informou que um levantamento financeiro já foi feito em parceria com a Secretaria de Administração e que uma contraproposta será apresentada aos professores e demais servidores da educação.
Com PBAgora

