Professores de João Pessoa mantém greve e médicos ameaçam aderir ao movimento

Professores mantém greve

Reunidos em Assembleia ocorrida na tarde desta terça-feira (07), os trabalhadores em educação do município de João Pessoa, que se encontram em greve desde o último dia 16 de março, decidiram manter a paralisação. O movimento grevista ainda decidiu que às 8h00 desta quarta-feira (08) farão novo ato público em frente ao Centro Administrativo Municipal em Água Fria, com o objetivo de serem recebidos em audiência pelo prefeito Luciano Cartaxo.

A categoria decidiu ainda que o Sintem-JP encaminhará, através de sua assessoria jurídica, denúncia ao Ministério Público sobre as precárias condições de funcionamento de diversas escolas e marcou uma nova assembleia para as 15h00 da próxima terça-feira, no auditório da Federação Espírita, no bairro da Torre. Na ocasião, os advogados do Sindicato tiraram dúvidas dos presentes e deram detalhes do recurso interposto ontem contra a decisão que declarou ilegal o movimento.

Pauta de reivindicações

A pauta de reivindicações encaminhada há meses pela entidade à Prefeitura, inclui além do reajuste de 16% retroativo a janeiro, para ativos e aposentados, atualização do pagamento do piso salarial nacional para os professores prestadores de serviço (PS), reajuste no mesmo percentual na data base para os funcionários da educação e reformulação do PCCR.

O Sintem-JP também busca a garantia do afastamento dos professores para cursar pós-graduação sem perdas, com ampliação do tempo das licenças e a progressão funcional para quem está em estágio probatório. “A luta também é contra outros problemas, como salas de aula superlotadas, falta de materiais, infraestrutura sucateada e assédio moral, dentre outros que comprometem a qualidade da educação no município”, destacou o presidente Daniel de Assis.

Com Assessoria

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