Esse lenga-lenga em que se transformou a provável aliança entre PT e PMDB só serviu para uma coisa: os petistas “cresceram os olhos” e estão mais exigentes do que nunca. Antes, o PT queria apenas a vaga de senador para destronar a pré-candidata ao Governo do Estado, Nadja Palitot, e indicar o irmão do prefeito, Lucélio Cartaxo, na chapa majoritária. Agora, diante da fragilidade do PMDB, os partidários de Cartaxo querem também que Veneziano e Maranhão assumam compromisso de apoio à reeleição do atual prefeito da Capital, em 2016.
O PMDB precisa do apoio do PT para sacramentar a candidatura de Veneziano ao Governo do Estado. Mas, precisa também disputar em faixa própria a prefeitura do principal colégio eleitoral do Estado. Aliás, dois dois principais – João Pessoa e Campina Grande. Sem um desempenho considerável nas duas cidades, o PMDB dificilmente terá musculatura político-eleitoral para enfrentar futuros embates no Estado.
Na reunião de ontem, o partido de Veneziano deu demonstração de “boa vontade”, ao deixar livres as vagas de senador e vice para negociações com futuros aliados. Apesar de liderar as pesquisas iniciais, o ex-governador José Maranhão abriu mão de disputar a vaga no Senado, reafirmando projeto de tentar retornar à Câmara dos Deputados.
Não se sabe, entretanto, se a decisão é suficiente para suprir as necessidades do exigente PT de Cartaxo. Tudo depende do resultado desse encontro de hoje.

