Cartaxo ameaça cortar ponto e demitir; Professores mantém greve e buscam apoio de outras categorias

Cartaxo acusado de autoritário (Imagem da Internet)

Cartaxo acusado de autoritário (Imagem da Internet)

A decisão da Prefeitura de João Pessoa, de cortar ponto dos professores e abrir procedimento administrativo contra os que ainda estão em período probatório, anunciada na tarde desta quarta-feira através de Nota Oficial, mostra que as partes encerraram de vez o diálogo e partiram para a radicalização. Denúncias de supostas ameaças do prefeito Luciano Cartaxo (PT) a professores e diretores de escolas, feitas pelo ex-candidato a governador pelo Psol, Tárcio Pereira, azedaram ainda mais a relação e a possibilidade de convergência.

Nem mesmo a pesada multa diária de R$ 5 mil, estipulada pela Justiça, acalmou os ânimos dos professores que agora falam em buscar apoio de outras categorias para o movimento grevista. Tudo que Cartaxo não quer é uma greve generalizada dos servidores. Seria um desgaste devastador, num ano em que o prefeito se prepara ´para disputar a reeleição.

As medidas punitivas anunciadas pelo prefeito, para pressionar os professores a retornarem ao trabalho, serviram de estopim para agravamento da crise. Até mesmo os que estão em fase probatória ficaram mais revoltados ainda e prometem lotar as galerias e corredores da Câmara Municipal durante a audiência pública com a secretária de Educação, Edilma Ferreira.

O bicho vai pegar.

Abaixo, a Nota Oficial da PMJP:

Em virtude do movimento grevista na rede municipal de ensino, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) vem a público fazer os seguintes esclarecimentos:

1- a PMJP sempre pautou pelo diálogo por meio de reuniões sucessivas, inclusive com a presença do prefeito Luciano Cartaxo, debatendo todos os pontos reivindicados pela categoria;

2- mesmo diante das imposições feitas pelo movimento grevista, a PMJP garantiu reajuste salarial que mantém o nível de remuneração dos professores entre os melhores do Brasil e o segundo maior do Norte/Nordeste;

3- a PMJP apresentou proposta de retomada das negociações no mês de agosto, a fim de completar o percentual já concedido, desde que haja evolução positiva das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb);

4- mesmo com as propostas apresentadas e a decisão judicial que determinou a ilegalidade da greve, o movimento resolveu não retornar às aulas, colocando em risco o ano letivo de 60 mil alunos.

Diante desse quadro, a PMJP tomará as seguintes medidas administrativas:

1-apontar corte de frequência para os efetivos;

2- instaurar procedimento administrativo para os efetivos em estágio probatório, uma vez que 1.300 profissionais da Educação foram contratados por concurso público há menos de dois meses;

3- substituir os prestadores de serviço.

Sendo assim, convocamos todos os professores a retornarem às salas de aula para cumprimento de decisão judicial e das atividades curriculares.

João Pessoa, 31 de março de 2015.

Em virtude do movimento grevista na rede municipal de ensino, a Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) vem a público fazer os seguintes esclarecimentos:

1- a PMJP sempre pautou pelo diálogo por meio de reuniões sucessivas, inclusive com a presença do prefeito Luciano Cartaxo, debatendo todos os pontos reivindicados pela categoria;

2- mesmo diante das imposições feitas pelo movimento grevista, a PMJP garantiu reajuste salarial que mantém o nível de remuneração dos professores entre os melhores do Brasil e o segundo maior do Norte/Nordeste;

3- a PMJP apresentou proposta de retomada das negociações no mês de agosto, a fim de completar o percentual já concedido, desde que haja evolução positiva das receitas do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb);

4- mesmo com as propostas apresentadas e a decisão judicial que determinou a ilegalidade da greve, o movimento resolveu não retornar às aulas, colocando em risco o ano letivo de 60 mil alunos.

Diante desse quadro, a PMJP tomará as seguintes medidas administrativas:

1-apontar corte de frequência para os efetivos;

2- instaurar procedimento administrativo para os efetivos em estágio probatório, uma vez que 1.300 profissionais da Educação foram contratados por concurso público há menos de dois meses;

3- substituir os prestadores de serviço.

Sendo assim, convocamos todos os professores a retornarem às salas de aula para cumprimento de decisão judicial e das atividades curriculares.

João Pessoa, 31 de março de 2015.

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