O sonho de consumo do PT paraibano é ver de deputado federal Luiz Couto romper a aliança com o governador Ricardo Coutinho e aceitar compor uma chapa majoritária do chamado “Blocão”, que tem ainda o PP e PSC. Couto poderia se dar ao luxo de escolher o cargo que concorreria: governador ou senador, seu sonho de consumo.
A operação garantiria um palanque à presidente Dilma Roussef na Paraíba, além de abrir espaço para uma nova candidatura petista a deputado federal mirando a vaga do padre. Como o PT planeja eleger dois federais no Estado, a outra vaga seria, em tese, de Lucélio Cartaxo, irmão do prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo.
Em 2010, o PT também tentou eleger dois federais e fracassou. Luiz Couto renovou o mandato, mas Jeová Campos ficou no meio do caminho. Campos deixou o PT e deve disputar vaga na Assembleia Legislativa em 2014 pelo PSB do governador Ricardo Coutinho. Caberá a Anísio Maia a missão de buscar a segunda vaga na Câmara Federal pretendida pelo partido.
Anísio tem demonstrado decepção com o Legislativo estadual e não pensa mais em renovar o mandato. Com a rebeldia de Couto, a ideia de lançá-lo à Câmara Federal ganha a cada dia mais adeptos dentro do PT. E o parlamentar já deixou claro que não teme o confronto direto com Couto.
O PT deve aguardar até dezembro por uma resposta final de Luiz Couto. O prazo coincide com a estimativa do “Blocão” para definir seus candidatos majoritários. Se o deputado mantiver a parceria com o atual governador, o partido ficará à vontade para tomar suas decisões. Até porque, até lá, os petistas também já terão escolhido seus novos dirigentes. E são poucos os que apostam que Luiz Couto estará entre eles.
Se perder a disputa pelo diretório estadual, o padre pode até ainda ser candidato à reeleição porque goza de prestígio com a direção nacional, mas definitivamente não rezará mais na cartilha do PT da Paraíba, onde seus companheiros já trabalham até com a hipótese de expulsá-lo.


