RECADO AO PMDB? PSB decide cobrar reciprocidade de apoio para fechar alianças partidárias

Imagem da Internet

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O PT apoiou a reeleição de Ricardo Coutinho em 2014. O PSB abriu vaga em sua chapa e votou no então petista Lucélio Cartaxo, irmão do prefeito Luciano Cartaxo, para o Senado. Os dois partidos romperam a aliança em situação de igualdade: ninguém saiu devendo. É assim que o PSB pretende trabalhar também nas eleições deste ano. Para fechar uma aliança, os socialistas exigirão reciprocidade de apoio.

A nova postura do PSB, anunciada por seu presidente estadual, Edvaldo Rosas, está sendo encarada muito mais como um “recado” ao PMDB do que como estratégia eleitoral. Sabem os socialistas que em cidades pequenas não é fácil exigir reciprocidade de apoios. Tudo vai depender da situação eleitoral dos candidatos majoritários.”Se um candidato está bem em determinado município, ele pode vencer com ou sem apoio do PSB ou de qualquer outro partido. Então, seria muito mais aconselhável ao PSB, que é governo, trabalhar para manter uma base sólida a partir das eleições municipais”, explicou um tarimbado político da Capital.

Situação diferente das cidades grandes, como João Pessoa e Campina, onde o PSB depende de alianças para pensar em vencer a disputa. Nos dois principais colégios eleitorais, pode haver segundo turno. Uma nova eleição onde geralmente vence quem reúne mais apoios. Talvez seja esse o objetivo principal do PSB. Dar um recado ao PMDB: “Ou voces nos apoiam em João Pessoa, onde somos mais fortes, ou não terão nosso apoio em Campina, onde somos mais fracos”.

Se for assim, os dois partidos podem sair perdendo se as condições do PSB não forem aceitas.

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