Reginaldo dispensa licitações em Santa Rita e Ministério Público manda anular onze contratos irregulares

Reginaldo Pereira alegou "grave situação financeira" para dispensar licitações (Foto da Internet)

Reginaldo Pereira alegou “grave situação financeira” para dispensar licitações (Foto da Internet)

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) recomendou ao prefeito de Santa Rita (município a 11 quilômetros de João Pessoa), Reginaldo Pereira da Costa, a anulação imediata de 11 contratos que foram celebrados este ano pela administração pública municipal em desacordo com a lei.

Os contratos foram celebrados com dispensa de licitação, sob o argumento da situação de emergência decretada pelo município em função de “grave situação financeira”.

De acordo com a Promotoria de Justiça do Patrimônio Público de Santa Rita, o decreto 7.257/10 da Presidência da República dispõe sobre o reconhecimento de situação de emergência e estado de calamidade pública e sobre as transferências de recursos para ações de socorro, assistência às vítimas, restabelecimento de serviços essenciais e reconstrução nas áreas atingidas por desastre e não sobre situação de emergência financeira, alegada pelo município para justificar as 25 dispensas de licitação que foram realizadas este ano.

A recomendação ministerial expedida na semana passada solicitou a anulação de contratos ainda vigentes que foram celebrados com empresas e profissionais para a prestação de serviços como pavimentação de ruas da operação “tapa buracos” no valor de R$ 92 mil; locação de imóveis para funcionamento da Procuradoria Jurídica Municipal e de creches; locação de copiadoras digitais para o fornecimento de fotocópias ou xerox; coleta de resíduos hospitalares pelo período de 90 dias no valor de R$ 120 mil e recuperação e melhoria da estrada que liga os distritos de Livramento e Forte Velho e de ruas de Lerolândia (na zona rural) no valor de R$ 45 mil.

Segundo a promotora de Justiça do Patrimônio Público, Anita Bethânia Rocha, o município de Santa Rita deixou de consultar o maior número possível de interessados em contratações de caráter de emergência, além de deixar de fazer a pesquisa de preço necessária, em muitos procedimentos de dispensa de licitação.

Os outros 14 contratos já pagos que também foram celebrados com dispensa de licitação, sob a alegação de estado de emergência financeira estão sendo analisados pela Promotoria de Justiça do Patrimônio Público.

Assessoria

 

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