O Aurélio, conhecido como “Pai dos Burros”, ensina que nepotismo “é um termo utilizado para designar o favorecimento de parentes ou amigos próximos em detrimento de pessoas mais qualificadas, geralmente no que diz respeito à nomeação ou elevação de cargos, e é uma palavra derivada do latim”.
No dicionário do prefeito de Santa Rita, Reginaldo Pereira, o significado parece ser outro, bem diferente. Ele nomeou a esposa,Vera Lúcia Gomes de Lima Costa, para a Secretaria de Ação Social, mas garante que o ato não se constitui nepotismo.
Segundo Pereira, a nomeação não foi por favorecimento, mas sim pelo critério de competência. Como se em Santa Rita, na Paraíba e no Brasil só existisse sua esposa competente para exercer tal cargo. Por sinal, cargo de confiança, não efetivo, de livre nomeação do gestor.
Não é só isso. Vereadores de oposição acusam Pereira de nomear também uma cunhada e até o motorista como secretários. Vilma Gomes Lima da Silva (Secretaria da Administração e Gestão) e Edvaldo Ayres de Souza Júnior (Secretaria de Articulação Institucional) foram nomeados em 2 de janeiro, segundo dia da administração de Reginaldo, conforme cópia das portarias assinadas pelo prefeito e publicadas no site Paraíba.com.br.
Como Reginaldo Pereira não considera a nomeação de sua esposa um ato de nepotismo, certamente pensa o mesmo em relação aos outros dois parentes (ou aderentes).
Os vereadores de oposição, que concordam com o Aurélio, decidiram levar o caso ao Ministério Público, Tribunal de Contas do Estado e até à Justiça, se preciso for. Nem deveriam porque o próprio Reginaldo, durante a campanha eleitoral, avisou que sua gestão seria diferente das anteriores. Nesse ponto, todos concordam com ele.

