O Diário Oficial desta quarta-feira trouxe publicada a exoneração da chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Léa Silva, que acabou “pagando o pato”, expressão do vocabulário popular usada quando alguém é punido sem culpa, pela briga do vice-prefeito de Cajazeiras, Júnior Araújo, com o Governo do Estado.
Léa recusou-se a defender a gestão de Ricardo Coutinho (PSB) dos ataques de Araújo, insatisfeito com a substituição da empresa que prestava serviços de hemodiálise na cidade. Por mera coincidência, a empresa é ligada ao vice-prefeito. Outra coincidência, essa não muito agradável pelo o governador, é que Júnior Araújo votou no senador Cássio Cunha Lima (PSDB), adversário do socialista nas eleições de 2014.
Mesma com a exoneração, Léa não se abateu e refirmou fidelidade ao vice-prefeito que, por pouco, não provocou o rompimento político do grupo de Carlos Antonio com o governador. Ela disse que “outras oportunidades virão” e ainda estimulou o primo do ex-prefeito em suas críticas: “Avante, guerreiro Júnior Araújo”, postou nas redes sociais.
Parece que Ricardo livrou-se de uma adversária enrustida.

