Podem acusar Roberto Paulino de tudo, menos de falsidade. O ex-governador nunca foi de aguentar desaforo e muito menos esconder ou falsear palavras para não desagradar adversários ou até aliados. Essa semana, Paulino deu mais uma prova de que não se afasta dessa linha, ao comentar sobre a possibilidade de aproximação do atual prefeito de Guarabira, Zenóbio Toscano (PSDB). “Onde Zenóbio estiver, eu não estarei. Não estou e nunca estive. Sou um homem de posição firme”, avisou.
O problema com Zenóbio extrapolou a esfera política e passou a ser pessoal. Todos sabem que, em campanha eleitoral, rola tudo. E não foi diferente em Guarabira, onde se usou e abusou palavras de baixo calão e impropérios que atingiram em cheio a honra das duas famílias. tanto que as queixas são muitas, dos dois lados.
Roberto Paulino tem a memória boa, não esquece fácil. Por isso tratou logo de fulminar qualquer possibilidade de diálogo com Toscano. Disse que é impossível a proximidade entre as duas famílias. Além de usar o termo extremo (impossível), ela ainda estendeu a condição aos parentes.
De quebra, o ex-governador ainda torce para que os “girassóis” de Ricardo Coutinho lancem candidato a prefeito nas próximas eleições porque deseja derrotar os dois grupos de uma só vez. Além de rancoroso, Paulino também é esperto. Sabe que é mais provável vencer o pleito com os adversários divididos. Toda divisão geralmente gera fragilidade e é essa circunstância que o peemedebista espera, ansioso, que chegue a tucanos e socialistas.
Paulino quer comandar um “vermelhão” puro sangue em 2016.

