O “moído” sobre a permuta de terrenos entre o Governo do Estado e o empresário Roberto Santiago, dono do Manaíra Shopping, foi um dos assuntos mais discutidos na Assembleia Legislativa, pelo menos da atual legislatura. Tanto que rendeu até ações na esfera judicial.
O embate entre as bancadas de Situação e Oposição foi focado principalmente em dois pontos: primeiro, se o negócio era vantajoso para o Estado. Segundo, se o empresário Roberto Santiago cumpriria sua parte no acordo, ou seja, construir o Shopping Mangabeira, objeto principal da transação, e o novo prédio da Academia de Polícia Civil da Paraíba.
Não vou entrar no mérito do primeiro ponto porque nenhum dos dois lados apresentou argumentos suficientes para me convencer de suas versões. Não tenho certeza, até agora, se realmente o Governo do Estado saiu lucrando. Mesmo porque, a sabedoria popular ensina que não é comum empresário fazer um negócio sem visar o lucro.
Opinião diferente tenho em relação ao segundo ponto. E com base não mais em argumentos, mas em fatos. A construção do prédio do Shopping Mangabeira vai de vento em popa. Quem passa pela Avenida Souto Maior se depara com o “esqueleto” da obra já praticamente erguido, com a ajuda de mão-de-obra local. Ou seja, mesmo antes de inaugurado, o shopping já gerou empregos e renda.
Da mesma forma, quem transita pela avenida principal do Conjunto Ernesto Geisel pode constatar o andamento dos trabalhos de edificação da nova sede da Acadepol.
De fato, Roberto Santiago quando bota uma coisa na cabeça, não tem quem tire. E ele quase sempre consegue realizar, mesmo que às vezes se utilize de mecanismos eticamente questionáveis.
Quem duvidou, agora terá que reconhecer. As obras são uma realidade e o “Mago do Manaíra” está (quase) de alma lavada. Já o “Mago do Palácio”, que avalizou a operação, está apenas aguardando a conclusão das obras para inaugurá-las
e contabilizar os dividendos político-eleitorais.

