A declaração do senador José Maranhão, presidente do PMDB na Paraíba, apontando o prefeito Luciano Cartaxo como “favorito disparado” na corrida pela sucessão municipal em João Pessoa provocou reação do presidente estadual do PSB, Edvaldo Rosas, que rebateu com ironia. “Essa pesquisa que aponta Cartaxo disparado deve ter sido feita na casa do prefeito”, disparou Rosas, em entrevista ao Sistema Arapuan de Comunicação.
Rosas lembrou o histórico das pesquisas na Paraíba, citando o exemplo do próprio Maranhão que era favorito absoluto para vencer as eleições de 2010 e Ricardo Coutinho acabou sendo eleito governador. De fato, os exemplos são muitos. Nas eleições de 2014, o senador Cássio Cunha Lima (PSDB) também era franco favorito para vencer em primeiro turno, não alcançou o percentual de votos necessário e Ricardo foi reeleito em segundo turno.
Mas, bastaria analisar o primeiro caso para concluir que Maranhão foi infeliz em sua avaliação. Ora, se o senador quer realmente que o PMDB vença a eleição não pode nem deve ficar “jogando confetes” em candidaturas de adversários, seja de Cartaxo ou qualquer outro. Bastaria dizer que o seu candidato, Manoel Júnior, no momento está em desvantagem porque a campanha ainda não começou.
Parece até que o senador não entendeu o recado de 2010, quando deixou de ser governador mais uma vez por esbanjar favoritismo. Não por acaso, o presidente do PSB recomendou humildade a Maranhão, requisito indispensável em qualquer eleição que poucos políticos valorizam. Se as pesquisas de “boca de urna” nem sempre se aproxima do resultado do pleito, imagine as que são feitas antes do início da campanha?
Não é assim que Maranhão vai ajudar o candidato do PMDB a deslanchar.

