Cássio disse que até concorda com a adesão de Santiago ao projeto de releição do governador Ricardo Coutinho, mas não cedendo espaço na chapa majoritária. Muito menos para atropelar as pretensões de aliados de primeira hora. O senador tucano, apesar de não citar nomes, referia-se ao vice-governador Rômulo Gouveia, do PSD, e ao próprio Efraim Morais, pretensos candidatos ao Senado.
Para encerrar a conversa, Cássio fez questão de lembrar: “Se fosse por Wilson Santiago, Ricardo hoje não seria governador”. Santiago e seu filho disputaram as eleições de 2010 pelo PMDB e votaram em José Maranhão para o Governo do Estado.
Não demorou muito para o deputado federal Efraim Filho endossar literalmente as palavras de Cássio, deixando claro que Santiago seria bem vindo “como soldado, mas não como general”. E lembrou a participação dos Democratas e do grupo de Rômulo Gouveia na campanha do atual governador. “Pelo que sei, receber adesões desalojando aliados antigos nunca foi uma boa política”, avaliou o deputado. Não precisa dizer que o pai assina em baixo das declarações do filho.
Diante dos entraves, aliados de Santiago, inclusive do próprio PTB, teriam ouvido do ex-senador a possibilidade de montar uma alternativa, caso não seja possível se candidatar na chapa do governador. Nesse caso, não haveria mais apoio, pelo menos explícito, às ações do Palácio da Redenção. O assunto seria tratado em “banho-maria” até junho do ano que vem, data das convenções para escolha de candidatos. Até lá, o ex-senador teria a noção exata dos espaços disponíveis para disputar as eleições, incluindo a possibilidade de um realinhamento às oposições.


