Com candidatura vetada por Cássio e Efraim, Santiago já estaria pensando num “Plano B” para eleições de 2014

Cássio defende aliados de primeira hora (foto da assessoria)

Cássio defende aliados de primeira hora (foto da assessoria)

Nem tudo são flores na mudança de rumo e de partido de Wilson Santiago. Logo após sua filiação ao PTB, o ex-senador teve seu projeto político literalmente vetado pelo senador Cássio Cunha Lima e pela família Morais, comandada pelo também ex-senador Efraim Morais.

Cássio disse que até concorda com a adesão de Santiago ao projeto de releição do governador Ricardo Coutinho, mas não cedendo espaço na chapa majoritária. Muito menos para atropelar as pretensões de aliados de primeira hora. O senador tucano, apesar de não citar nomes, referia-se ao vice-governador Rômulo Gouveia, do PSD, e ao próprio Efraim Morais, pretensos candidatos ao Senado.

Efraim Filho não aceita Santiago como "general" (Foto da internet)

Efraim Filho não aceita Santiago como “general” (Foto da internet)

Para encerrar a conversa, Cássio fez questão de lembrar: “Se fosse por Wilson Santiago, Ricardo hoje não seria governador”. Santiago e seu filho disputaram as eleições de 2010 pelo PMDB e votaram em José Maranhão para o Governo do Estado.

Não demorou muito para o deputado federal Efraim Filho endossar literalmente as palavras de Cássio, deixando claro que Santiago seria bem vindo “como soldado, mas não como general”. E lembrou a participação dos Democratas e do grupo de Rômulo Gouveia na campanha do atual governador. “Pelo que sei, receber adesões desalojando aliados antigos nunca foi uma boa política”, avaliou o deputado. Não precisa dizer que o pai assina em baixo das declarações do filho.

Diante dos entraves, aliados de Santiago, inclusive do próprio PTB, teriam ouvido do ex-senador a possibilidade de montar uma alternativa, caso não seja possível se candidatar na chapa do governador. Nesse caso, não haveria mais apoio, pelo menos explícito, às ações do Palácio da Redenção. O assunto seria tratado em “banho-maria” até junho do ano que vem, data das convenções para escolha de candidatos. Até lá, o ex-senador teria a noção exata dos espaços disponíveis para disputar as eleições, incluindo a possibilidade de um realinhamento às oposições.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O blog não se responsabiliza pelo conteúdo exposto neste espaço. O material é de inteira responsabilidade do seu autor