Já dizia o ex-deputado e empresário Manuel Galdêncio que “a política é dinâmica”. Há quem garanta também que “na política, só não se viu ainda boi voar”. Na Paraíba, então, as duas frases cabem como uma luva. Os exemplos são muitos de adversários transformados em aliados e vice-versa, dependendo dos interesses em jogo. Cássio e Maranhão, Ricardo e Cássio, Ricardo e Maranhão, Cartaxo e Ricardo… Opa, Mas, Cartaxo e Ricardo não foram aliados somente nas eleições de 2014?
O presidente do PPS na Paraíba e atual secretário-chefe da Casa Civil, Nonato Bandeira, garante que a coisa não é bem assim. Nonato acredita que essa aliança, entre governador e prefeito de João Pessoa, pode ser reeditada em 2018, recolocando os dois num mesmo palanque. Em entrevista nesta segunda-feira, Nonato não só admitiu a possibilidade como ensinou o caminho para viabilizar a operação.
Bandeira explicou que uma boa articulação nacional e um entendimento administrativo seriam o ponto de partida. O próximo passo, segundo o secretário, seria restringir as ações políticas dos dois grupos às Casas Legislativas e deixar a discussão sobre as urnas para o período eleitoral. O dirigente do PPS não detalhou essas ações, mas lembrou que “alianças são feitas e desfeitas” muitas vezes, dependendo das circunstâncias.
É verdade, mas a regra é geral. No caso específico, não é fácil imaginar Ricardo e Cartaxo dividindo espaço nas eleições de 2018. Até porque o prefeito tem tratado o PSB como “página virada” e depositado todas as fichas na manutenção da aliança com PSDB e PMDB, que o reelegeu em 2016. E esses dois partidos também são adversários do governador.
De qualquer forma, a tese de Nonato serve de “combustível” para alimentar a “fogueira” da sucessão estadual que, faltando ainda quase dois anos para as eleições, já queima à todo vapor.
Na Paraíba é assim.

