O secretário de Comunicação da Paraíba, Luis Torres, ratificou a nota do governo do estado sobre os boatos de violência na cidade de Campina Grande nesta quarta (13) e também culpou “figuras da própria cidade” por estarem “acentuando, criando e inventando coisas da cidade”, diz.
Para o secretário é preciso separar a análise em dois caminhos, uma é o de querer debater a segurança pública e o combate à criminalidade e outra é o que ele taxou de terrorismo político e boataria. “Estamos prontos para fazer os dois debates”.
Em relação a segurança pública o secretário destacou que alguns dados mostram inclusive quedas em relação a homicídios na cidade. “Mas alguém vai dizer que os dados dizem uma coisa, mas a sensação é outra, reconhecemos isso e todo o esforço da segurança pública no estado como um todo e sobretudo em Campina Grande”.
Torres lembrou também que o confrontamento da ação criminosa não pode se dar apenas em Campina Grande ou na Paraíba, mas sim em todo o território nacional, apontando que bandidos de fora vêm fazer ações no estado, assim como criminosos daqui vão para outros locais.
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“O avanço é uma onda nacional que precisaria ser tratada também nacionalmente, não excluindo os estados e na hora que há preocupação mais generalizada tem facilidade de combater melhor, não adianta comprar viatura só para um local. Não estou tirando a responsabilidade do estado há todo um esforço da cúpula de segurança para fazer com que os pontos mais críticos e que apresentam essa preocupação possam ser combatidos”, diz.
O secretário afirmou que aconteceu uma rebelião em um presídio de Campina, a tarde o roubo de uma moto e um ônibus incendiado, enquanto isso espalhava-se nas redes sociais que iriam até jogar um avião contra os prédios mais altos. Ele minimizou a rebelião afirmando que é natural acontecer quando se privam ‘liberdades’ de presos, a exemplo do uso de celulares no presídio, mas que esses foram fatos específicos. Torres negou o toque de recolher, as universidades fechando e a secretaria dos transportes retirando a frota de ônibus da rua.
“Isso é outra motivação, sai do debate da segurança pública em si. Esperamos e cobramos, outro movimento é que depõe inclusive contra a própria cidade que está à beira do início do Maior São João do Mundo e figuras da própria cidade acentuando e criando e inventando coisas da cidade”, afirma reclamando do exagero e absurdo que só ajuda a bandidagem ainda mais”, conta.
O secretário ainda afirmou que a polícia foi confundida o dia inteiro nesta quarta, por denúncias falsas que fizeram ela se deslocar e dificultaram o trabalho.
Questionado sobre a quem o secretário se referia ao afirmar que foram ‘figuras de Campina Grande’ que fizeram terrorismo político, o secretário não quis citar nomes, mas afirmou que a Paraíba hoje é “leitora muito sagaz e inteligente e sabe muito bem e viu quem faz e quem não faz isso. Não vou nominar porque não quero gastar energia com isso, mas as pessoas sabem quem está preocupado com a segurança pública de Campina Grande e quem aposta e aproveita para acentuar o caos de forma até para depor contra a própria cidade.
Com Paraiba.com.br

