Os vereadores Marcus Vinicius, Luiz Flávio e Eliza Virgínia, ao que parece, “lavaram as mãos” em relação ao processo de aproximação entre PSDB e o PSD, do prefeito Luciano Cartaxo. Tanto que nenhum dos três sequer fala mais no assunto. E quando fala, como foi o caso mais recente de Eliza, é para reclamar que o prefeito não dá “sinais claros” de que deseja a aliança. A situação deixa o PSDB cada vez mais próximo do PMDB, que tem o deputado federal Manoel Júnior como pré-candidato à sucessão municipal.
Júnior tem conversado com frequência com o senador Cássio Cunha Lima, em Brasília, sobre a possibilidade de composição para as eleições de outubro. Além da vaga de vice, os tucanos terão garantidos espaços numa futura administração do PMDB na Capital, caso o deputado vença a disputa. Cássio tem demonstrado interesse, mas sempre deixando claro que a decisão final caberá à direção do partido e aos vereadores.
O presidente do diretório estadual, em recente entrevista, descartou composição com parlamentares envolvidos em processos de corrupção. Palavras do dirigente: “Se for condenado, um abraço”. Ruy Carneiro foi bem claro: somente a condenação serve de critério para a rejeição de futuros aliados. Manoel Júnior foi citado no relatório do procurador geral da República, Rodrigo Janot, que pediu ao STF a abertura de inquérito para investigar vários políticos. O nome do paraibano teria sido incluído por cantar em festa de aniversário de Eduardo Cunha e por tentar investigar empresas suspeitas de envolvimento em corrupção.
O deputado peemedebista divulgou vídeo explicando o segundo episódio à população paraibana. “Não sabia que investigar corrupto é crime”, reagiu Manoel Júnior, ironizando o relatório de Janot.
Quanto ao caso das cantaroladas, virou piada.
“Sou candidatíssimo (a prefeito). De zero a dez, eu diria que as chances de não ser (candidato) é de menos um”, garantiu Júnior.
Realmente, por mais que os adversários comemorem, os motivos alegados parecem irrisórios para incriminar o deputado do PMDB.

