Suposto acordo entre Maranhão e Veneziano teria provocado afastamento de Wilson Santiago do PMDB

A própria Física explica que dois corpos não podem ocupar o mesmo espaço. No PMDB da Paraíba não seria diferente. Uma liderança de peso revelou a existência de um suposto acordo entre o ex-governador José Maranhão e o ex-prefeito de Campina Grande, Veneziano Vital do Rego, que teria convencido o ex-senador Wilson Santiago a deixar o partido.

Segundo a fonte, o acordo previa a ocupação das vagas de governador e senador por Maranhão e Veneziano, deixando Santiago, também postulante ao Senado, a ver navios. Pelo acordo, disputaria o Governo do Estado aquele que estivesse melhor colocado nas pesquisas de opinião pública em junho do ano que vem, prazo final das convenções para escolha de candidaturas. O outro concorreria ao Senado.

Até lá, o nome do ex-prefeito de Campina Grande permaneceria como única opção para a sucessão estadual. O de Maranhão, apenas como uma das alternativas para o Senado. Tudo para não chamar atenção.

Por pura coincidência, o ex-governador passou a não descartar, recentemente, a possibilidade de concorrer novamente ao Governo do Estado. A mudança de postura coincide também com denúncias e ações judiciais impetradas contra Veneziano pelo atual prefeito campinense, Romero Rodrigues. Será que Maranhão estaria apostando também num possível impedimento jurídico do “Cabeludo” para tornar-se outra vez candidato a governador pelo PMDB?

A operação teria sido descoberta por Wilson Santiago que, imediatamente, correu atrás do ex-presidente Lula para acertar sua transferência para o PTB, onde poderia garantir espaço para uma eventual candidatura do Senado, independente de Maranhão e Veneziano. Essa parte também seria coincidência, é claro.

Wilson Santiago pode virar o "boi de piranha" dentro do PMDB (imagem da internet)

Wilson Santiago pode virar o “boi de piranha” dentro do PMDB (imagem da internet)

Verdadeira ou não, a história contada por um peemedebista é apenas mais um ingrediente da campanha eleitoral para as eleições de 2014, que já está nas ruas. Sem candidaturas e coligações definidas, mas com especulações e conjecturas suficientes para uma disputa tão emocionante quanto a final da Copa do Mundo

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