A crise chegou ao Tribunal de Contas da Paraíba. E não é só financeira. Responsável pela apreciação das prestações de contas das 223 Prefeituras, 223 Câmaras Municipais, além do Governo do Estado e demais Poderes, o órgão fiscalizador pede socorro. Precisa reforçar sua equipe técnica, principalmente de auditores, para manter a qualidade do serviço que vem prestando.
Coube ao presidente André Carlo Torres, empossado ontem, dar o “grito de alerta”. O TCE tem vagas a preencher em sua estrutura de pessoal, mas depende da realização de concurso, um processo indispensável no serviço público, mas caro. E em tempos de crise, a situação fica ainda mais complicada.
Pelos cálculos do conselheiro-presidente, seria necessário um incremento de algo entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões no orçamento do TCE para viabilizar o concurso e o almejado reforço do quadro técnico. O governador Ricardo Coutinho (PSB) já avisou que o Estado não tem como alterar as dotações, sob pena de comprometer ações e investimentos previstos.
Mesmo assim, André Carlo adiantou que, no segundo semestre, fará um levantamento para saber a real situação e quantos auditores seriam necessários contratar. A esperança do presidente é que a economia melhore e o Estado aumente suas receitas, permitindo a realização do concurso.
Caso contrário, o TCE terá que se virar com o que tem.

