Tião Gomes (PSL) levou o assunto ao plenário, cobrando solução para o problema do Napoleão Laureano, onde pacientes estariam sem atendimento por falta de recursos financeiros. O deputado pediu que as secretarias de Saúde do Estado e da Prefeitura de João Pessoa chegassem a um entendimento para resolver a situação, já que considera o problema político. Ele também cobrou pronunciamento da Assembleia Legislativa, a quem cabe defender os interesses da sociedade paraibana.
Coube a José Aldemir (PEN), médico, se acostar ao pronunciamento e responsabilizar o Governo federal e, indiretamente, a PMJP pelo problema, alegando atraso de repasses ao hospital.
Atento, o líder da oposição, Anísio Maia (PT), acionou por telefone a assessoria do secretário Adalberto Fulgêncio, de quem cobrou explicação e recebeu números expostos em plenário. Segundo ele, não há atraso por parte da PMJP que já teria repassado R$ 18 milhões, dos R$ 33 milhões objeto de convênio com o Laureano. “O restante será repassado dentro do previsto, até o final do ano”, sustentou Anísio.
Para fechar o assunto, o presidente da Comissão de Saúde, Aníbal Marcolino (PEN), também médico, convocou os colegas para uma visita ao hospital amanhã. O objetivo é tirar todas as dúvidas sobre a situação financeira e observar também o quadro físico do Laureano. “Nós também temos responsabilidade sobre o Laureano, um patrimônio do povo paraibano”, afirmou Marcolino.
Mesmo divergentes politicamente, as partes acordaram a visita. Com desprendimento e em nome do interesse público, é bem mais fácil se chegar a uma solução.


