Vem pra Caixa sofrer também. Vem! Banco estatal “deita e rola” em cima de clientes na Paraíba

Imagem da Internet

Imagem da Internet

Durante muito tempo, a Caixa Econômica Federal, nosso principal banco estatal, usou o slogan “Vem pra Caixa você também. Vem!”. O chamamento caiu no gosto popular. E nem poderia ser diferente, diante da gigantesca campanha publicitária que lhe dava suporte. Tudo pago com dinheiro do contribuinte, diga-se de passagem. Hoje, esse slogan bem que poderia ser substituído pelo título acima, diante da qualidade do serviço que a CEF presta aos clientes, pelo menos na Paraíba.

Semana passada, tive que viajar ao interior do Estado e precisei fazer um saque. Primeiro, foi na pequena cidade de Vista Serrana. Lá, não tem agência da Caixa. Apenas uma Casa Lotérica funciona. Mesmo assim, não tinha dinheiro. Me dirigi então à Malta, cidade um pouco maior que a primeira, mas também servida apenas de Casa Lotérica. Uma fila enorme me aguardava. Todos que ali estavam esperavam por dinheiro para abastecimento e consequentes saques.

Diante da situação, tive que seguir caminho até Patos, esta sim com Casas Lotéricas e agência da Caixa. Chegando lá, fui direto aos terminais, certo de que resolveria meu problema. Ledo engano. Meu cartão magnético acusou problema na leitura em vários terminais, o que me fez procurar os caixas, não sem novamente enfrentar fila. Após esperar quase uma hora – isso mesmo: quase 60 minutos – fui chamado para atendimento. Expliquei o problema ao funcionário e ele disse que eu, mesmo no caixa, só poderia sacar até R$ 100,00 por ser cliente de outra agência.

No caixa vizinho, um senhor em atendimento (com mais de 60 anos porque estava no caixa prioritário) se queixava em voz alta que há mais de dois meses (isso mesmo: dois meses) havia solicitado um cartão magnético e até aquele momento não recebera. Mais um estímulo para mim que, posteriormente, teria que fazer o mesmo. Voltando ao saque, ainda provoquei o funcionário perguntando para que serve então o sistema informatizado, que prega um serviço ágil e facilitador das operações aos clientes? A resposta foi o silêncio. Ele afirmou apenas que o “teto” de R$ 100,00 para saques em outras agências é “uma norma da empresa”.

Que norma é essa que restringe o direito do cliente de acesso ao dinheiro que lhe pertence? Que norma é essa que penaliza o cliente por um problema ocorrido num produto vendido – e caro – pelo próprio banco? Por fim, que norma é essa que nem os funcionários da Caixa sabem explicar suas bases legais? Desconfio que essa norma é, na melhor das hipóteses, imoral.

Sai da agência bancária acometido de um misto de raiva, decepção e constrangimento. Raiva por não poder fazer nada e ter que aceitar essas “normas draconianas”, decepção porque o banco do qual sou cliente há mais de vinte anos mais uma vez me deixou na mão e constrangimento por saber que teria que recorrer aos amigos – como recorri – para resolver o problema, mesmo com dinheiro em “caixa”.

Bom, tenho mais coisa para contar sobre o “tratamento vip” da Caixa, mas prefiro encerrar por aqui para não cansar os possíveis leitores.

Quem quiser sofrer, é só vir pra Caixa também.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

O blog não se responsabiliza pelo conteúdo exposto neste espaço. O material é de inteira responsabilidade do seu autor