Vereadores querem acionar Operação “Lava Jato” para investigar relação de Cartaxo com empresa ligada a José Dirceu

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Vereadores de Oposição querem que a Operação “Lava Jato”, comandada pelo juiz Sérgio Moro, investigue a relação entre o prefeito de João Pessoa, Luciano cartaxo (PT), e a empresa Revita Engenharia, que seria ligada ao ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu. Segundo Renato Martins (PSB), o Grupo Solvi, controladora da Revita, doou R$ 4,7 milhões ao PT nacional em 2012, mesmo ano em que Cartaxo recebeu do diretório nacional R$ 1,2 milhão para sua campanha a prefeito de João Pessoa.

Martins, Raoni Mendes (PDT) e Lucas de Brito (DEM), que formam a bancada de Oposição, suspeitam que houve uma operação triangular para abastecer os cofres da campanha do PT na capital paraibana. “O mais intrigante é que a Revita foi contemplada com um contrato milionário, com dispensa de licitação, no ano seguinte, logo após a posse do prefeito Luciano Cartaxo”, afirmou o parlamentar do PSB.

Segundo Martins, o contrato emergencial, com dispensa de licitação, foi assinado no dia 2 de abril de 2013 e no dia 25 do mesmo mês a empresa já teria recebido o primeiro pagamento no valor de R$ 735 mil. “Ou seja, com apenas 20 dias de trabalho, a empresa recebeu o primeiro pagamento. Além do contrato emergencial, tivemos também o pagamento emergencial”, ironizou.

As suspeitas de irregularidades na relação entre o prefeito Cartaxo e a Revita não param por aí. Renato Martins lembrou que a “Lava Jato” descobriu que a Revita pagou R$ 448 mil à empresa JD Consultoria, de propriedade de José Dirceu, e que a contadora do doleiro Alberto Yussef, alvo principal da operação da Polícia Federal, revelou ter emitido R$ 600 mil em Notas Fiscais “frias” para pagamento de propina a políticos.

“Além de todos esses indícios, a Revita responde a processos e teve contratos cancelados em outros Estados por denúncias de pagamento de propina. Mesmo assim, essa empresa inidônea já recebeu R$ 49,7 milhões, ou seja quase R$ 50 milhões da Prefeitura de João Pessoa em pouco mais de dois anos, de abril até agora. Queremos saber por que o prefeito Luciano Cartaxo mantém essa relação com uma empresa inidônea”, sustentou Renato Martins, que teve rejeitado em plenário, nesta quinta-feira, requerimento propondo a convocação do proprietário da Revita para explicar as denúncias contra a empresa.

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