Coube ao antenado colunista Josias de Sousa, em texto reproduzido pelo portal PBAgora, retratar a posição de altivez e coragem do senador paraibano Vital do Rego Filho, que disse um sonoro “não” a presidente Dilma Roussef, rejeitando o Ministério do Turismo, considerado um “premio de consolação” para resolver o impasse com o PMDB.
Além de livrar-se de, no mínimo, uma descortesia com seus colegas da Câmara dos Deputados, para não falar em deslealdade, Vital ainda mostrou que não é qualquer “esmola” que levará o PMDB, maior partido do País, a apoiar a reeleição da presidente petista.
Antes tarde do que nunca, ensina a sabedoria popular. Vital já deveria ter “chutado o pau da barraca” e se livrado dessa “fantasma” que ronda sua conceituada carreira política desde que foi indicado pelas duas bancadas do PMDB – no Senado e na Câmara – para compor a equipe ministerial.
Basta lembrar que o Ministério desejado por Vital e pelo PMDB – da Integração Nacional – foi rejeitado várias vezes pelo líder do partido no Senado, Eunício de Oliveira. Os diversos convites presidenciais foram endossados pelo governador do Ceará, Cid Gomes, que nem do PMDB é. Cid pensava em “despachar” Eunício da disputa estadual, segundo Josias de Sousa.
Se Eunício pode, por que não Vitalzinho? Porque Dilma tem interesses políticos que envolvem o cearense. Nada importa o trabalho de VItal na presidência da CCJ do Senado e em plenário, tudo em favor do governo. É como se ele estivesse fazendo apenas sua obrigação.
Vitalzinho marcou ponto. Lembrou o “Velho” Vital, de saudosa memória.
Mostrou que a Paraíba também sabe usar o “Nego” quando necessário.

