BLOG DO JOSIAS: Temer diz que se Lula for preso aps condenao “no haver o que objetar”

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Em conversa com o blog, Michel Temer esclareceu o que pensa sobre uma eventual ordem de priso de Sergio Moro contra Lula. Se a priso vier depois de uma condenao, no haver o que objetar, declarou.

Em entrevista veiculada pela TV Cultura na noite de segunda-feira, Temer dissera que a deteno de Lula causaria instabilidade ao governo e ao pas. Foi criticado em artigo veiculado aqui. E achou conveniente explicar que se referia provvel reao de movimentos sociais a uma priso temporria ou preventiva de Lula, sem sentena condenatria. Evidentemente, se l para a frente houver uma condenao judicial e Lula for detido em funo dessa condenao, acabou, disse.

Eis o que declarou Temer ao blog: O que se fala muito hoje que o Lula pode ser preso pelo Moro de forma temporria ou preventiva. Na entrevista, entendi que a pergunta era sobre isso. Respondi: se ele for processado, isso deve seguir com muita naturalidade. Agora, se ele for preso eu quis dizer neste momento, isso cria problema para o governo, porque alguns movimentos sociais que fazem objeo ao meu governo vo sair s ruas. Hoje, depois de seis meses, est passando um pouco aquela onda do Fora, Temer. S agora est comeando a passar. Se prender o Lula, o que vai acontecer? Essa foi a minha resposta, com muia franqueza: vai criar problema, instabilidade. Mas, evidentemente, se l para a frente houver uma condenao judicial e Lula for detido em funo dessa condenao, acabou.

O reprter perguntou ao presidente se ele receberia com naturalidade a priso de Lula como resultado de uma sentena condenatria do juiz Sergio Moro, ratificada pela segunda instncia do Judicirio. E Temer: Claro que sim. Convenhamos, sendo da rea jurdica eu jamais me atreveria a dizer que algum condenado no pode ser preso. Se a priso vier depois de uma condenao, no haver o que objetar. Nem poderia.

Temer esclareceu tambm por que evitou responder, na entrevista exibida na segunda-feira, se concorda ou no com a ideia de anistiar o crime de caixa dois. Eu no falava como Michel Temer naquela entrevista, mas como presidente da Repblica, disse. Tenho como tese no influenciar nas questes do Parlamento, a no ser quando h interesse do governo. Fao muita distino entre teses do governo e teses da sociedade. As teses da sociedade so versveis pelo Congresso. Nas teses do governo, como a PEC do teto e a reforma da Previdncia, ns entramos para valer.

Temer prosseguiu: Quando me perguntaram sobre o caixa dois, eu disse: no interfiro. Por qu? Se eu dou uma opinio desde j, quando surgir a hiptese de sano ou veto, j estou comprometido com a opinio que eu dei, sem ter uma discusso final do Congresso Nacional. Tenho uma cautela extraordinria, at um pouco exagerada em relao a isso. Quero evitar qualquer espcie de autoritarismo do tipo: eu estou decidindo assim ou assado. Ento, na entrevista, quando me perguntaram sobre esse tema, eu disse: Isso uma questo do Congresso. Evidentemente, se isso for por lei, vir para mim, para sano ou veto. Num momento posterior, vou fazer minha avaliao.

Pode-se concluir, ento, que no h uma deciso de sua parte sobre vetar ou no uma eventual anistia para o caixa dois?, indagou o reprter. Sim, isso, respondeu Temer. No posso falar agora, para no influenciar. Vo dizer no Congresso que estou me metendo. Quando for o caso, e se for o caso, examinarei o que vou fazer.

O presidente avalia que ainda no h clareza quanto ao que ser aprovado pelo Congresso. Reconhece que uma anistia ampla geral e irrestrita poderia ser mal recebida. Mas pondera: Percebo pelos advogados, meus colegas criminalistas, que a interpretao que mais est correndo, a ideia de que o direito penal no retroage. Ento, se hoje voc tipifica como crime o caixa dois, significa que no passado ele no se aplicava. Essa uma hiptese. Uma segunda hiptese fazer a distino entre aqueles que receberam efetivamente caixa dois, para a campanha, e os que receberam caixa dois como propina. Isso uma coisa diferente. Acho que a tendncia poder ser essa da irretroatividade da legislao penal.

O reprter insistiu: No d para dizer que, se vier a anistia, haver um veto? Temer preferiu manter o suspense: No posso dizer. Tenho adotado um comportamento que tem dado muito certo. Nosso governo quase um governo parlamentar. Na democracia, voc tem que usar o Parlamento. A minha grande vantagem, penso eu, ter uma boa relao com o Parlamento. Veja o caso da votao da PEC do teto na Cmara. Pela primeria vez, aprovou-se uma emenda Constituiao sem nenhuma modificao. Foi aprovada com 366 votos, quando os votos necessrios so 308. Agora, est no Senado. J foi aprovado na Comisso de Consttuio Justia, com muita tranquilidade. Vai para a votao no plenrio. De modo que estou sempre, nessa matria de anistia, pisando em ovos. Tem que estudar. No posso nem quero dizer nada que possa agredir o Congresso.

correto dizer que no h deciso de sua parte quanto ao veto? Sim. At evito esse assunto. Quando algum vem falar comigo, eu evito. Precisamente para que ningum saia da minha sala dizendo: olha, o Temer disse isso ou aquilo. diferente ser presidente da Repblica e deputado. Tenho de prestar muita ateno para o que eu falo.

Com Blog do Josias

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AUDINCIA COM TEMER: Lira “peita” bancada federal e se mantm ao lado de Ricardo Coutinho: “Ele convida quem quer”

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O caso da audincia do governador Ricardo Coutinho (PSB) com o presidente Michel Temer (PMDB), que deve ocorrer hoje, em Braslia, continua rendendo. Aps ouvir queixas do coordenador da bancada federal paraibana sobre a ausncia na audincia, Lira retrucou e manteve-se ao lado do governador.

“A audincia do governador Ricardo Coutinho. Ele convida quem quer”, disparou Lira, que foi intermedirio do encontro entre os governantes no Palcio do Planalto.

Lira lembrou que a audincia entre Ricardo e Temer, cabendo ao dois decidirem quem poder participar. “S quem pode definir esse assunto o governador Ricardo Coutinho, a audincia dele e ele quem tem competncia para convidar quem ele quiser a acompanh-lo na audincia, sustentou.

Da audincia anterior, com o ministro da Fazenda Henrique Meireles, alguns deputados federais aliados de Ricardo Coutinho, alm do prprio Lira, participaram porque foram convidado pelo governador, segundo o peemedebista.

Na pauta da conversa com Temer, o governador deve incluir a deciso do Tesouro Nacional de rebaixar a nota tcnica fiscal da Paraba, assunto j tratado com o ministro da Fazenda, e a questo hdrica, entre outros temas de interesse do Estado.

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CCJ do Senado deve votar nesta quarta-feira PEC que derruba foro privilegiado de 22 mil polticos e autoridades

Imagem (Divulgao)

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A Comisso de Constituio, Justia e Cidadania (CCJ) deve votar nesta quarta-feira (16) a Proposta de Emenda Constituio (PEC) 10/2013, que retira o foro privilegiado de polticos e autoridades brasileiras, inclusive o presidente da Repblica, nas infraes penais comuns. O relator da proposta, senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), estima em 22 mil o nmero de autoridades que possuem algum privilgio de foro por conta da funo que ocupam no pas.

Randolfe afirma que a submisso dessas autoridades jurisdio ordinria, de primeiro grau, conforme as regras processuais de competncia comum, tornar o processo de responsabilizao mais rpido. Na prtica, de acordo com o relator, sero retirados da alada de algumas dzias de ministros e desembargadores processos que podero ser julgados por mais de 16 mil juzes.

Multiplica-se exponencialmente o nmero de julgadores afirma o senador.

As autoridades mantero o foro por prerrogativa de funo nos crimes de responsabilidade, aqueles cometidos em decorrncia do desempenho do cargo pblico, como os contra o exerccio dos direitos polticos, individuais e sociais, a segurana interna do pas, a probidade na administrao; a lei oramentria, o cumprimento das leis e das decises judiciais, entre outros.

Autor da proposta, o senador Alvaro Dias (PV-PR) diz no ver justificativa para a existncia de regras que estabelecem foro privilegiado no caso de crime comum cometido por autoridade. O parlamentar observa que, de maneira diferente da edio de um ato administrativo, que decorre do poder legalmente constitudo, um crime comum nada tem a ver com os poderes ou faculdades conferidos pela lei ao administrador.

Randolfe observa que muitas pessoas buscam o mandato eletivo justamente para fugir das instncias ordinrias da Justia, conduta francamente reprovvel. Segundo o relator, o foro especial visto pela populao como verdadeiro privilgio odioso, utilizado apenas para a proteo da classe poltica.

Priso
A proposta permite a priso de membros do Congresso Nacional condenados em segundo grau, nas infraes comuns. Hoje, eles so julgados pelo Supremo Tribunal Federal e s podem ser presos aps condenao definitiva dessa Corte. A PEC tambm elimina a possibilidade de a Casa parlamentar sustar o andamento de ao penal contra os legisladores, hoje prevista pela Constituio.

A PEC mantm a exigncia de autorizao da Cmara dos Deputados, por dois teros de seus membros, para o julgamento do presidente da Repblica. Entretanto, permite que ele seja julgado por um juiz de primeiro grau, nos crimes comuns. O julgamento por crime de responsabilidade continua a ser feito pelo Senado.

A proposta prev a suspenso do presidente da Repblica de suas funes, nas infraes penais comuns, a partir do momento do recebimento da denncia ou queixa-crime pelo juiz competente. Nos crimes de responsabilidade, a suspenso s ocorre aps a instaurao do processo pelo Senado.

O texto tambm elimina a competncia originria dos tribunais de justia estaduais para processar e julgar, nos crimes comuns, juzes estaduais, promotores e procuradores de Justia. Ou seja, quando eles cometerem crimes comuns, sero julgados na primeira instncia. Mantm, porm, a competncia privativa desses tribunais de julg-los nos crimes de responsabilidade.

Com Agncia Senado

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Ricardo dispensa presena da bancada paraibana na audincia com Temer nesta quarta-feira

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O governador Ricardo Cutinho (PSB) j est em Braslia para a audincia com o presidente Michem Temer (PMDB) nesta quarta-feira, por volta do meio dia. Como blog adiantou, Ricardo rejeitou a presena da bancada federal paraibana no encontro, onde pretende discutir com Temer o rebaixamento da nota fiscal da Paraba pelo Tesouro Nacional e a situao hdrica do Estado.

O governador deixou claro que o clima com parlamentares da Oposio no anda bom. Por isso resolveu recusar a oferta do deputado federal Benjamin Maranho (SDD), coordenador da bancada paraibana, para acompanh-lo no encontro com o presidente da Repblica no Palcio do Planalto. Embora no tenha detalhado esse “clima ruim”, Ricardo usou o termo hipocrisia para justificar a deciso.

Deu a entender que os integrantes da Oposio na bancada federal tentaram, at agora, boicotar a audincia com o presidente da Repblica e somente depois que o senador Raimundo Lira (PMDB) confirmou o encontro seus adversrios manifestaram desejo de participar. “No sou hipcrita para dizer que est tudo bem”, resumiu Coutinho.

Mais uma vez, a Paraba segue dividida nas cobranas ao Planalto. Uma pena.

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A HISTRIA SE REPETE: Prefeito sente “presso das bases” para Cssio disputar Governo do Estado em 2018

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O rompimento poltico do senador Cssio Cunha Lima (PSDB) com o governador Ricardo Coutinho (PSB) demorou a ser oficializado, embora representantes das duas lideranas polticas j tratassem a relao como “caso perdido” entre o final de 2013 e o primeiro semestre de 2014, ano das eleies. Foram aliados de primeira hora como o prefeito de Guarabira, Zenbio Toscano, que “comandaram” o processo de afastamento, reclamando do tratamento que recebiam do Palcio da Redeno.

Cssio assimilou o recado e, por pouco, no superou Ricardo nas urnas, vencendo no primeiro e perdendo no segundo turno. Alis, foi o governador, montado numa mega estrutura de reeleio, quem desbancou o favoritismo do tucano nas pesquisas. Na quela poca, Cssio ignorou o poderio do desacreditado e dividido PMDB. E deu no que todo mundo j sabe.

Trs anos depois, a histria se repete. Agora adversrios ferrenhos do governador, cassistas de primeira grandeza empunham a bandeira do tucano, defendendo sua candidatura. O mesmo Zenbio, repete o refro de 2013, revelando “presso das bases” por sua candidatura ao Governo do Estado. Diferente das eleies de 2014, o PSDB conta hoje com dois fatores importantes a seu favor: Ricardo no disputar reeleio e o PMDB, ao que tudo indica, continuar na Oposio. Sem contar que o governador no tem ainda nome escolhido para tentar suced-lo.

A oferta atrativa. Na pior das hipteses, deve ser avaliada com carinho. Mas, no nica. Cssio tem hoje uma imagem nacional. Deixou de ser uma liderana local. Como senador, lder do PSDB, tem acesso fcil todas as fontes de poder em Braslia. Alm disso, cotado para presidir o partido, com apoio de Acio Neves, e tem proximidade com o Planalto da “era Temer”. No seria fcil abrir mo de tudo isso para se arriscar num processo eleitoral desgastante e imprevisvel, mesmo que atraente. Muito mais cmodo, seria tentar a reeleio.

Bem mais maduro que em 2014, Cssio joga com o tempo. Prefere aguardar os fatos, alimentando inclusive a possibilidade de outro nome concorrer sucesso estadual, desde que represente a unidade das oposies. O senador deve retardar sua deciso at o ano que vem, quando teremos um quadro poltico e econmico mais claro do Brasil e da Paraba. Alm, claro, de ouvir a voz rouca das pesquisas.

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Mineral desafia novamente cpula do PSDB e participa de reunio de Ricardo com deputados aliados

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O ainda suplente Antonio Mineral (PSDB) voltou a desafiar a cpula do PSDB na Paraba ao participar de reunio do governador Ricardo Coutinho (PSB) com sua bancada de sustentao poltica na Assembleia Legislativa, na manh desta segunda-feira, na Granja Santana. Mineral deve assumir definitivamente o mandato em janeiro, com a posse do colega Dinaldinho Wanderley como prefeito de Patos, eleito em 2 de outubro passado.

Mesmo sendo do PSDB, Mineral mantm relao prxima do governador Ricardo Coutinho desde a campanha eleitoral de 2014. Quando assumiu vaga na Assembleia Legislativa, aps licena do deputado Ricardo Marcelo, ele ingressou na bancada governista e desafiou pela primeira vez a cpula do seu partido.

Insatisfeito com o comportamento do parlamentar, o PSDB mandou recado, cobrou postura crtica em relao ao Governo do Estado e at o ameaou com base na lei da fidelidade partidria. Mesmo assim, Mineral manteve-se na bancada governista alegando que no poderia deixar de votar em matrias de interesse da populao, principalmente do Serto, sua principal base poltica.

No se sabe agora, que assumir o mandato em definitivo qual ser a postura do parlamentar sertanejo. Nem do PSDB. No primeiro caso, pelo menos pistas Mineral j deu muitas.

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Adriano Galdino admite “estudar” proposta para assumir secretaria: “Mas, no recebi convite”

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Pelo jeito, t tudo certo. Ou quase certo. O deputado Adriano Galdino (PSB) aguarda convite do governador Ricardo Coutinho (PSB) para assumir pasta no Governo do Estado a partir de fevereiro do ano que vem, quando deixa a presidncia da Assembleia Legislativa da Paraba. A operao permitiria manter o lder do governo, Hervsio Bezerra (PSB), na Casa de Epitcio Pessoa. Hervzio suplente e depende do afastamento de um titular eleito por sua coligao para se manter no exerccio do mandato.

Galdino participou da reunio do governador Ricardo Coutinho com a base aliada, na manh desta segunda-feira. Mas, foi logo avisando que, at agora, no recebeu convite para voltar a ser secretrio. Ele j ocupou diversas pastas na gesto estadual, incluindo a Casa Civil, para onde est cotado, e a Articulao Poltica.

Questionado sobre a possibilidade, o deputado preferiu manter o mistrio, sem fechar portas para o entendimento. “No recebi convite. Se receber, vou estudar a situao”, afirmou o presidente da Assembleia.

Ou seja, o governador j sabe o que falta.

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Ricardo Coutinho rene base aliada e pede apoio para novas medidas amargas que deve adotar

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O encontro na Ganja Santana, na manh desta segunda-feira, no foi de confraternizao pelas festas de final de ano, como em outras ocasies. O governador Ricardo Coutinho (PSB) reuniu 23 dos 27 deputados que compem sua base aliada na Assembleia Legislativa para anunciar mais cortes nos gastos pblicos atravs das medidas amargas que adotar. E pediu apoio essas medidas.

Ricardo sabe que no fcil a aprovao de ajustes na mquina administrativa. Um tema que os deputados no gostam de tratar. No os governistas. Especialmente quando as mudanas ameaam benefcios e privilgios de suas bases polticas. A reduo de gratificaes e cargos, por exemplo, fatalmente poderia prejudicar pessoas indi cadas pelos parlamentares.

O governador no detalhou o “pacote” de medidas que pretende adotar, rotulando-o apenas como uma reforma administrativa. Talvez para no assustar os deputados. Quatro deles – Nabor Wanderley (PMDB), Jeov Campos (PSB), Z Paulo (PSB) e Incio Falco (PT do B) – sequer compareceram reunio, embora tenham justificado a ausncia. Imagine se todos soubessem o teor exato e o alcance dessa reforma?

A reao de Trcolli Jnior (Pros) talvez ajude a entender a situao. Segundo ele, Ricardo Coutinho deve cortar entre 10% e 15% dos gastos para “oxigenar” a mquina. Apesar do baixo percentual, no d nem para mesurar a extenso dos prejuzos. Isso, s depois de definidas as reas atingidas pelas medidas.

Estamos com o dcimo terceiro garantido, o pagamento em dia garantido, e isso motivo de alegria, porque s tem sete estados no Brasil na situao da Paraba, pagando em dia. Ento, se Deus quiser, vamos pedir que a economia em 2017 reaja para que a gente tenha dias melhores, explicou o parlamentar governista.

Realmente, s nos resta torcer para a superao dessa crise o quanto antes.

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Folha revela que um tero das aes penais contra polticos no STF foram arquivadas por prescrio dos crimes

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Levantamento feito pela Folha revela que um tero das aes penais concludas no STF (Supremo Tribunal Federal) sobre congressistas com foro na corte foi arquivado nos ltimos dez anos por causa da prescrio dos crimes.

A demora que levou prescrio, definida pelo Judicirio quando o Estado perde o direito de condenar um ru porque no conseguiu encerrar o processo em tempo hbil, leva em conta o andamento da ao nas instncias inferiores e no STF.

Os atrasos, assim, podem ter ocorrido em etapas anteriores chegada no Supremo.

Entre os casos arquivados esto acusaes contra o senador Jader Barbalho (PMDB-PA), abertas em 2008, 2011 e 2014, a senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), iniciadas em 2007 e 2011, e o deputado federal Paulo Maluf (PP-SP).

O foro privilegiado garante a detentores de alguns cargos pblicos uma forma diferente de processamento e julgamento. Em casos de crimes, eles so julgados diretamente por tribunais sem passar pela primeira instncia.

Alm disso, ao ingressar ou deixar cargo com direito ao foro, o processo contra o poltico muda de instncia, o que pode ampliar atrasos.

No Congresso Nacional, tramitam projetos para extinguir o foro privilegiado.

No caso de Maluf, a ao comeou em 2007 aps acusao por suposta lavagem de dinheiro em conta na Frana.

O caso veio tona h 13 anos, quando Maluf foi detido pelas autoridades francesas ao tentar fazer uma transferncia bancria em Paris. No fim de 2015, ele foi condenado a trs anos de recluso por um tribunal francs. O deputado recorreu da deciso.

No Brasil, porm, a causa sobre tema semelhante foi arquivada no STF em dezembro do ano passado. Ao longo de toda a tramitao, permaneceu sob segredo de Justia.

Trecho dessa deciso revela que a denncia havia sido recebida h mais de 11 anos e em 2011 j se encontrava fulminada pela prescrio.

Para chegar ao nmero de 33% de aes prescritas no STF, a reportagem considerou um total de 113 causas cuja tramitao foi encerrada de janeiro de 2007 a outubro de 2016. A lista de processos foi fornecida pelo tribunal.

A corte trabalha com o nmero de 180 aes encerradas no perodo, porm a reportagem constatou que 67 acabaram por motivos alheios ao mrito, como congressistas que perderam foro no STF pois no se reelegeram, morte do ru e desmembramentos.

Das 113 aes encerradas, 37 tiveram a prescrio reconhecida pelo STF, muitas vezes a pedido da PGR (Procuradoria Geral da Repblica), e outras cinco resultaram em condenao, porm as penas tambm j estavam prescritas.

Em um grupo de 41 aes, ou 36% do total, os ministros do STF decidiram, sozinhos, em turmas ou no plenrio, pela absolvio do parlamentar. Somadas todas as aes em que no houve nenhum tipo de punio ao ru, o percentual chega a 96,5%.

Em apenas quatro houve condenao, atingindo sete polticos. Quatro foram condenados no mensalo a regime fechado, porm em menos de um ano as penas foram mudadas para regime semiaberto, quando o ru trabalha de dia e apenas dorme na cadeia, ou domiciliar.

Em outras duas aes, os dois condenados tiveram priso em regime semiaberto. O quarto caso est sob sigilo.

CLCULO

O clculo para a prescrio considera a data da prtica do crime e a pena mxima prevista. Quando o ru completa 70 anos de idade, o prazo mximo cai pela metade.

No h uma base de dados nacional que permita uma comparao com as prescries em outras esferas.

O estudo Justia em nmeros, divulgado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justia) no ms passado, no traz dados nacionais de prescries.

Em 2012, o CNJ divulgou um balano apenas sobre casos de corrupo e lavagem de dinheiro. Para cerca de 25,7 mil casos desse tipo analisados poca, 2,9 mil prescreveram de janeiro de 2010 a dezembro de 2011.

Com o reconhecimento da prescrio antes da sentena, o mrito da acusao no chega a ser analisado.

No Senado, tramita desde 2013 uma PEC (Proposta de Emenda Constituio) do senador lvaro Dias (PV-PR) e relatada pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) que abole o foro privilegiado, com exceo de aes sobre crimes de responsabilidade.

Randolfe leu na quarta (9) o relatrio que apoia a extino do foro, que classificou de anacrnico. Afirmou que os ministros do STF em muitas ocasies so submetidos ao constrangimento pblico de ter que decidir aes penais cujos crimes j tiveram suas penas prescritas.

Com Uol

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Aps se retratar com Rmulo Gouveia, Tio Gomes detona PMDB, PSDB, PP e PT: “S trazem coisas ruins. S tm corruptos”

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O deputado Tio Gomes (PSL) adora uma polmica. conhecido por dizer o que pensa, sem medir consequncias. Sua espontaneidade algumas vezes o leva retrataes, como aconteceu no caso do bate-boca com o deputado federal Rmulo Gouveia (PSD), de quem amigo pessoal. Tio criticou a postura poltica do Gordinho e chegou a afirmar que se tivesse que escolher entre o senador Cssio Cunha Lima (PSDB) e Jesus Cristo, Rmulo Gouveia ficaria com o tucano, tamanha sua fidelidade.

O presidente do PSD no gostou da brincadeira, com toda razo, e taxou Tio Gomes, entre outras coisas, de “pau mandado” do governador Ricardo Coutinho (PSB). O deputado de Areia voltou tribuna da Assembleia Legislativa para pedir perdo e se retratar com Rmulo. E, ao que parece, os dois voltaram s boas.

Mas, como Tio no vive sem uma boa “briga”, escolheu logo em seguida outro alvo para destilar seu “veneno”. Alis, outros alvos. O deputado disparou sua metralhadora giratria contra os partidos polticos considerados grandes, criticando a proposta de reforma poltica aprovada em primeiro turno no Senado Federal. Gomes citou nominalmente PMDB, PSDB, PP e PT como legendas que deveriam ser extintas ao invs dos “nanicos”. A alegao tpica de Tio Gomes: “S tm corruptos”, disse o parlamentar, em alto e bom som, referindo-se aos grandes partidos.

Gomes agora no atingiu apenas um colega. Ao generalizar, esqueceu que em todos os partidos, como se costuma dizer, existem os maus e os bons polticos. Os corruptos e os honestos. Com em toda profisso. Gomes jogou tudo num saco s, nivelando por baixo, inclusive, parcela considervel da classe poltica paraibana. O PMDB paraibano tem figuras de proa da polcia nacional como os senadores Jos Maranho, presidente do Partido, e Raimundo Lira. Fora deputados federais, estaduais, prefeitos e vereadores, muitos deles aliados e at seus amigos.

No PSDB, a situao a mesma. Tem o senador Cssio Cunha Lima, seu filho Pedro, o presidente e ex-deputado federal Ruy Carneiro, alm dos deputados estaduais, prefeitos, vice–prefeitos e vereadores. O PT, se no dispe de estrelas de primeira grandeza, tem o deputado Ansio Maia e o presidente Charliton Machado, alm de tantos outros nomes com e sem mandatos que, ao que me constam, jamais foram ligados a esquemas de corrupo.

Na poltica, pode at no ser assim. Mas, no mbito jurdico, ao acusador cabe o nus da prova. E no sei se Tio tem aprovas do que afirmou.

A menos que outra retratao esteja em curso.

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