Pernambuco terá onze dias de quarentena e medidas mais severas a partir de quinta-feira para conter avanço do coronavírus

O Governo de Pernambuco anunciou, nesta segunda-feira (15), medidas de restrições mais severas para tentar frear o avanços dos casos de covid-19. A partir da próxima quinta-feira (18), o Estado entra em quarentena, ficando proibido o funcionamento de atividades sociais e econômicas não essenciais em todos os horários, durante toda a semana. Desta forma, estarão fechados o comércio não essencial, bares e restaurantes, praias e parques, escolas, lojas de conveniência entre outros. O objetivo é conter o aumento de casos e não colapsar o sistema de saúde. As UTIs da rede pública, por exemplo, têm uma ocupação superior a 90%, mesmo com a abertura de novos leitos nos últimos dias. O decreto valerá até o dia 28 de março.

Com 28 novos registros, Pernambuco tem alta na média móvel de mortes por covid-19 pelo sétimo dia consecutivo Samu segue batendo recorde de atendimento a pacientes com covid-19 no Recife Aulas presenciais suspensas em escolas e faculdades de Pernambuco a partir do dia 18 de março. No período de quarentena, ficarão proibidos de funcionar os serviços de bares e restaurantes; shoppings e galerias comerciais; óticas; salas de cinema e teatros; academias; salão de beleza e similares; comércio varejista de vestuário, calçados, eletroeletrônicos e linha branca, cama, mesa e banho e produtos de armarinho; escolas e universidades (públicas e privadas); clubes sociais , esportivos e agremiações; práticas e competições esportivas; praias, parques e praças; ciclofaixas de lazer, eventos culturais e de lazer, além dos sociais. Igrejas e demais templos religiosos poderão abrir para atividades administrativas e para preparação e realização de celebrações via internet.

“Estamos em um novo pico da crise e de ameaça crescente. É preciso reverter essa tendência para proteger cada vida e vencer. Adotamos novas medidas sociais e econômicas buscando reduzir o impacto da pandemia, mesmo diante de uma crise que também atinge o governo”, destacou o governador Paulo Câmara (PSB) em pronunciamento, nesta segunda-feira (15).

Permanecerão funcionando os seguintes serviços considerados essenciais: supermercados; padarias; farmácias; postos de combustíveis; petshops; clínicas, ambulatórios e similares; bancos e lotéricas; transporte público; indústrias, atacado e termoelétricas; construção civil; material de construção; materiais e equipamentos de informática; lojas de materiais e equipamentos agrícolas, oficinas e assistências técnicas e lojas de veículos.

“Vamos fazer desses 11 dias o nosso momento de virada. Será difícil para o Estado inteiro, mas precisa ser o nosso movimento realmente coletivo, em que estaremos juntos e conscientes para vencer o vírus e trazer de volta paz, tranquilidade, esperança e ainda mais trabalho pelo futuro da nossa gente”, completou Paulo Câmara.

Leia a íntegra do pronunciamento do governador

Tivemos mais um final de semana de restrições, e foram dias, também, de muito trabalho para o comitê de enfrentamento à covid-19. Tanto no acompanhamento dos números quanto na fiscalização. Infelizmente, nem todos têm compreendido a gravidade da situação e a necessidade de seguir os protocolos. O número de casos e de mortes continua subindo. A pressão sobre o sistema de saúde também. A mais grave penalização é perder vidas, e nossa maior missão, é protegê-las. Temos esse compromisso. Adotamos novas medidas sociais, econômicas, buscando reduzir o impacto da pandemia, mesmo diante de uma crise que também atinge o governo. Estamos em ação permanente para garantir a vacinação. Até negociando a aquisição da vacina russa, por meio do Consórcio Nordeste. O governo federal precisa, de uma vez por todas, cumprir seu papel. De nossa parte, não deixamos, e jamais deixaremos, de cumprir nossa missão. Ampliamos o número de leitos, de equipes, e o apoio a milhares de pessoas, e também aos setores produtivos. Com essas mais recentes decisões, que nos exigem um imenso esforço, porque não se pode medir esforços quando se luta pela vida. Queremos fazer o Estado e o País voltarem à normalidade, não há mais alternativas nesse momento. Estamos em um novo pico da crise, em ameaça crescente. É preciso reverter essa tendência para proteger cada vida e vencer. E isso, nenhum governo do mundo fará sozinho, nenhuma decisão é simples, nenhuma ação é fácil, mas não pode haver omissão. Vamos decretar nova quarentena, dessa vez em todo o estado, do dia 18, próxima quinta-feira, ao dia 28 de março, funcionando apenas os serviços essenciais. Sabemos que será mais um momento duro para todos, mas temos que proteger a vida enquanto avançamos em uma batalha que finalmente podemos começar a vencer com a vacina. Repito: nenhum governo vai vencer essa doença sozinho, só é possível superar a pandemia se cada pessoa, família, empresa, cada um de nós for agente de proteção, de cuidado, guerreiros e guerreiras da vida. Temos que assumir esse compromisso com a vida. Vamos fazer desses dias o nosso momento de virada, será difícil para o estado inteiro, mas precisa ser um movimento realmente coletivo, e que estaremos juntos e conscientes para vencer o vírus, e trazer de volta a paz, tranquilidade, esperança e ainda mais trabalho pelo futuro da nossa gente. Obrigado.

Mesmo com as restrições de comércio e o fechamento de locais como praias e parques do Estado, diferente do lockdown imposto pela Secretaria de Saúde de Pernambuco em maio de 2020, nesta quarentena mais rígida não haverá restrição na circulação de veículos.

Em 2020, quando o lockdown foi aplicado apenas em cinco municípios do Grande Recife, por 15 dias entre 16 e 31 de maio, o governo instituiu um rodízio de carros para evitar a circulação de muitas pessoas pelas ruas. À época, mais de 407 mil pessoas e 257 mil veículos haviam sido abordados e orientados dentro da Operação Quarentena, comandada pela Secretaria de Defesa Social, e dezenove pessoas foram presas por crimes como desacato e descumprimento de medidas sanitárias.

Após o período de quarentena rígida, Pernambuco adotou protocolos de convivência com a covid-19 para possibilitar o retorno de atividades paralisadas pela pandemia. O documento vigorou até recentemente, quando, em decorrência da explosão de novos casos, o governo recuou e limitou o funcionamento de alguns serviços.

Endurecimento das restrições

As novas regras endurecem ainda mais as restrições impostas pelo governo do Estado para tentar conter os números da pandemia em Pernambuco. Desde o dia 3 de março, estão em vigor medidas que não permitem o funcionamento de atividades sociais e econômicas não essenciais e fecham praias e parques do Estado nos fins de semana e, de segunda a sexta, entre 20h e 5h.

O endurecimento das restrições ocorreapós mais 921 pessoas terem sido contaminadas pela covid-19 em Pernambuco e 28 morrerem, segundo boletim epidemiológico da Secretaria Estadual de Saúde desta segunda (15). No total, desde o início da pandemia, em março do ano passado, o Estado contabiliza 318.449 casos confirmados da doença (33.554 graves e 283.974 leves) e 11.411 óbitos.

A taxa de ocupação dos leitos de UTI destinados aos pacientes com covid-19, nas unidades da rede pública, continua em 95%. Na rede privada o índice é de 87%. Nos leitos de enfermaria a rede pública está com ocupação de 82%, enquanto os hospitais particulares registram 65% desses leitos com doentes. No total, juntando as duas redes, há 2.978 leitos para quem está com o novo coronavírus, sendo 1.636 de UTI e 1.342 de enfermaria.

Somente na última semana, conforme a Secretaria de Saúde de Pernambuco, foram abertos 180 novas vagas de terapia intensiva. Os novos leitos estão localizados no Recife, Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Caruaru (Agreste), Arcoverde (Setão), Ouricuri (Sertão) e Araripina (Sertão. Na Bahia, o governo de Pernambuco contratou 10 vagas no Hospital Promatre, localizado em Juazeiro.

Desrespeito às restrições

Apesar das restrições e do crescimento do número de casos de covid-19 em Pernambuco, flagrantes de descumprimento das normas foram registrados nos últimos dias. Enquanto as sirenes evidenciavam a movimentação intensa de ambulâncias na Avenida Boa Viagem, pessoas desrespeitavam o decreto que proíbe o banho de mar e atividades de lazer nas praias.

Segundo a Secretaria Executiva de Controle Urbano (Secon), no domingo (14), oito pontos de comércio informal foram fechados na Avenida Domingos Ferreira, Rua dos Navegantes e Polo Pina, e 19 grupos foram dispersados por estarem com bebidas na faixa de areia. Partidas de tênis e futebol disputadas nas quadras e campos da orla também foram interrompidas. Por outro lado, segundo a Prefeitura do Recife, proprietários dos quiosques de coco, barraqueiros e ambulantes cadastrados cumpriram as determinações.

Além dos banhistas, houve quem também participou de uma manifestação contra as medidas mais restritivas para evitar a proliferação do novo coronavírus, na Avenida Boa Viagem.

A Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS) informou que a manifestação não é permitida. Pelas redes sociais, internautas compartilharam registros da manifestação. A concentração aconteceu em frente à Padaria Boa Viagem e, em seguida, os manifestantes, vestidos de verde e amarelo, seguiram em carreata pela avenida. Havia gente de máscara, mas muitos não usavam a proteção. E os veículos estavam, em sua maioria, totalmente ocupados.

Alguns manifestantes seguiram em carreata pela Avenida Domingos Ferreira. Foi registrado também um buzinaço na Avenida Agamenon Magalhães, nas imediações do viaduto próximo à Avenida Norte.

Por meio de nota, a Polícia Militar informou que o efetivo do 19º Batalhão adotou medidas para dispersar a aglomeração, com “providências em relação à desobstrução da via, regularizando o fluxo de veículos e pessoas”. O trabalho teve apoio do Batalhão de Choque e foi acompanhado pelo videomonitoramento do Ciods.

Já a Polícia Civil está “analisando imagens, vídeos e elementos disponíveis no intuito de identificar os responsáveis pela organização da manifestação, que infringe os decretos estaduais de isolamento social para contenção da covid-19”, esclareceu a SDS.

A secretaria destacou ainda que em todo o litoral pernambucano 1.700 agentes públicos estão sendo empregados nas fiscalizações sanitárias. “Desde o dia 26 de fevereiro, quando foram intensificadas as restrições de convivência social, mais de 70 pessoas foram conduzidas para delegacias. Manifestações e protestos que aglomerem pessoas – independentemente do seu conteúdo ou motivação – são um risco à saúde não apenas dos envolvidos, mas de toda a população”, ressalta a PM.

Porto de Galinhas

O desrespeito não se limitou à capital pernambucana. Em Porto de Galinhas, principal destino turístico de Pernambuco e um dos maiores do País, o trabalho da fiscalização também foi intenso. Mas segundo a Prefeitura de Ipojuca, houve uma redução de 50% no número de pessoas nas praias, comparado ao primeiro fim de semana de restrições.

“Ainda não é o ideal, mas é preciso destacar esta evolução. E continuar orientando as pessoas para que evitem aglomerações e façam o uso correto da máscara para se protegerem da covid-19”, afirmou o secretário de Defesa Social de Ipojuca, Osvaldo Morais. Segundo o secretário, não houve resistência nas abordagens nem verificado ambulantes ou barraqueiros burlando o decreto estadual.

Com Jornal do Comércio

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Presidente da Assembleia Legislativa parabeniza novo ministro da Saúde

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba, Adriano Galdino, parabenizou nesta segunda-feira (15) o médico paraibano Marcelo Queiroga pela indicação do presidente Jair Bolsonaro para ser o próximo ministro da Saúde.

“Estou muito esperançoso que o paraibano Marcelo Queiroga possa contribuir com seu conhecimento para reverter o atual quadro que a pandemia da covid-19 vem causando em diversos setores do nosso país. Só com diálogo e ações efetivas e urgentes vamos conseguir superar esse cenário em que vivemos”, resumiu.

Marcelo Queiroga é natural de João Pessoa, formado em medicina pela Universidade Federal da Paraíba e comMarcelo-Queiroga residência em cardiologia no Hospital Adventista Silvestre, no Rio de Janeiro. Atualmente é presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia e será o quarto ministro da Saúde desde o começo da pandemia do coronavírus.

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Covid-19 avança e provoca mais 43 óbitos nas últimas 24 horas na Paraíba

Imagem Reprodução/You tine

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, nesta segunda (14), 1.025 casos de Covid- 19. Entre os confirmados hoje, 37 (3,6%) são casos de pacientes hospitalizados e 988 (96,4%) são leves. Agora, a Paraíba totaliza 239.594 casos confirmados da doença, que estão

Secretaria de Estado da Saúde (SES) registrou, nesta segunda (14), 1.025 casos de Covid- 19. Entre os confirmados hoje, 37 (3,6%) são casos de pacientes hospitalizados e 988 (96,4%) são leves. Agora, a Paraíba totaliza 239.594 casos confirmados da doença, que estão distribuídos por todos os 223 municípios. Até o momento, 694.135 testes para diagnóstico da Covid-19 já foram realizados.

Também foram confirmados 59 novos óbitos desde a última atualização, sendo 43 deles nas últimas 24h. Os óbitos ocorreram entre os dias 22 de fevereiro e 15 de março de 2021, sendo 22 deles em hospitais privados, dois em residência e os demais em hospitais públicos. Com isso, o estado totaliza 4.992 mortes. O boletim registra ainda um total de 171.911 pacientes recuperados da doença.

Concentração de casos

Cinco municípios concentram 631 novos casos, o que corresponde a 61,56% dos casos registrados nesta segunda. São eles: João Pessoa, com 377 novos casos, totalizando 64.501; Campina Grande, com 149 novos casos, totalizando 22.108; Santa Rita, com 39 novos casos, totalizando 5.928; Cajazeiras, com 37 novos casos, totalizando 5.384; Piancó, com 29 novos casos, totalizando 629.

  • Dados oficiais preliminares (fonte: e-sus VE, Sivep Gripe e SIM) extraídos às 10h do dia 15/03/2021, sujeitos a alteração por parte dos municípios.

Óbitos

Até esta segunda, 209 cidades paraibanas registraram óbitos por Covid-19. Os 59 óbitos confirmados neste boletim ocorreram entre residentes dos municípios Água Branca (1), Areia (1). Bayeux (1), Bernardino Batista (1), Cabedelo (1), Cajazeiras (1), Campina Grande (5), Conde (1), Congo (1), Frei Martinho (1), Guarabira (1), Gurinhém (1), Itabaiana (1), João Pessoa (33), Mamanguape (1), Natuba (1), Princesa Isabel (1), Queimadas (1), Remígio (1), Santa Rita (1), São João do Rio do Peixe (1), Sumé (1) e Umbuzeiro (1). As vítimas são 33 homens e 26 mulheres, com idades entre 33 e 101 anos. Hipertensão e diabetes foram as comorbidades mais frequentes e 14 não tinham comorbidades.

Ocupação de leitos Covid-19

A ocupação total de leitos de UTI (adulto, pediátrico e obstétrico) em todo o estado é de 83%. Fazendo um recorte apenas dos leitos de UTI para adultos na Região Metropolitana de João Pessoa, a taxa de ocupação chega a 93%. Em Campina Grande estão ocupados 78% dos leitos de UTI adulto e no sertão 95% dos leitos de UTI para adultos. De acordo com o Centro estadual de regulação hospitalar, 47 pacientes foram internados nas últimas 24h.

Cobertura Vacinal

Foi registrado no sistema de informação SI-PNI a aplicação de 257.572 doses. Até o momento, 195.841 pessoas foram vacinadas com a primeira dose e 61.731 com a segunda dose da vacina.

Os dados epidemiológicos com informações sobre todos os municípios e ocupação de leitos estão disponíveis em: www.paraiba.pb.gov.br/coronavirus

Com Secom-PB

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Bolsonaro confirma paraibano Marcelo Queiroga no Ministério da Saúde

Imagem Reprodução

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou nesta segunda-feira (15) que convidou o  atual presidente da SBC (Sociedade Brasileira de Cardiologia), Marcelo Queiroga, para assumir o cargo de ministro da Saúde. O médico aceitou substituir Eduardo Pazuello e será o quarto ministro da Saúde da gestão Jair Bolsonaro.

Queiroga ficou cerca de 3 horas em reunião com Bolsonaro no Palácio do Planalto nesta segunda. Após o encontro, o presidente disse ao blog que “já conhecia o médico” e que ele “é um profissional qualificado”. O anúncio oficial será feito nesta terça-feira (16).

Além de Pazuello, já ocuparam o posto os médicos Luiz Henrique Mandetta e Nelson Teich. No final de semana, houve aproximação do governo com a médica Ludhmila Hajjar, que recusou assumir a pasta.

O paraibano Queiroga é muito respeitado no setor e tem bom trânsito em Brasília e no governo, tendo sido convidado este ano para integrar a direção da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar). E já havia sido cotado para a pasta após a saída de Mandetta.

No combate ao coronavírus, defende o distanciamento social e não acredita em tratamento precoce, dois pontos em que diverge dos bolsonaristas e do próprio presidente. Mas Queiroga é considerado uma pessoa com jogo de cintura para construir uma política de saúde que possa funcionar contra a pandemia, sem contrariar suas convicções.

Graduado em Medicina pela Faculdade de Medicina da Universidade Federal da Paraíba, é  especialista em cardiologia e tem doutorado em Bioética pela Faculdade de Medicina da Universidade do Porto/Portugal. Atualmente, dirige o departamento de hemodinâmica e cardiologia intervencionista (Cardiocenter) do Hospital Alberto Urquiza Wanderley (Unimed João Pessoa) e é médico cardiologista intervencionista no Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, também na Paraíba.

Atuou como dirigente da Sociedade Brasileira de Hemodinâmica e Cardiologia Intervencionista, na qual já exerceu a presidência no biênio 2012/2013, sendo membro permanente do seu Conselho Consultivo. Integra ainda o Conselho Regional de Medicina do Estado da Paraíba como Conselheiro Titular.

Assim como Ludhmila Hajjar, Marcelo Queiroga defende o isolamento social como forma de combate à pandemia. Ele também já se posicionou contrário ao “tratamento precoce” defendido por Bolsonaro à base de cloroquina, medicamento sem comprovação científica para covid-19.

De perfil técnico, Queiroga atuou na equipe de transição do governo de Michel Temer para Bolsonaro no fim de 2018. Em setembro do ano passado, encontrou-se com o presidente no Planalto e chegou a postar uma foto com ele.

Estavam no páreo para susbtituir Pazuello o deputado Dr. Luizinho (PP-RJ) e o também cardiologista José Antonio Franchini Ramires, do Incor, em São Paulo.

Com R7

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Licitação do Exército inclui soldadinhos de brinquedo, espetos para churrascos e canetas de R$ 81 a unidade

Imagem Reprodução

 

 

Bruno Torquato

Colaboração para o UOL, em Betim (MG)

O Exército brasileiro abriu um edital de intenção de compras para serem adquiridos produtos de fotografia e brindes. Entretanto, há no meio da relação de itens, produtos como soldados de brinquedo, espetos para churrasco e canetas de até R$ 81 a unidade.

As propostas das empresas interessadas começaram no dia 11 deste mês. O pregão seria realizado no dia 23. A unidade do exército que abriu o edital de pregão eletrônico é o 2º Batalhão Ferroviário, de Araguari (MG).

Os soldados, conforme a descrição do documento, precisam estar armados com fuzil, mochila e capacete feito em resina, além de estar sobre uma base com espaço para uma placa de gravação em metal. O pedido publicado consta 100 unidades de 15 centímetros e as outras 100 unidades de 19 centímetros. O valor unitário é de R$ 408,67, o que somando só para os soldados de brinquedos o valor gasto seria de R$ 81.734,00.

Já para o espeto foi pedido 110 unidades com valor total de R$ 18.455,80. As canetas esferográficas de R$ 81 por unidade deveriam ter revestimento em couro sintético. Deste modelo são solicitadas 100 unidades.

Ao UOL, o Exército disse que o documento publicado seria apenas “aviso de intenção de uma Ata de Registro de Preços, mas que foi revogado em menos de 24 horas depois do lançamento”.

Segundo o comunicado do Exército, a medida foi tomada “por iniciativa da própria unidade militar, em função da necessidade de revisão e ajustes”. A nota diz ainda que não houve a abertura do pregão. Entretanto, o conteúdo enviado para a reportagem não explica o porquê dos itens e nem a justificativa de preços listados.

Com UOL

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Prefeitura decide “endurecer jogo” contra pandemia e passa a multar quem for pego sem máscara em áreas públicas

Imagem Reprodução

A Prefeitura de Alagoa Grande, emitiu um decreto nesta segunda-feira (15) sobre o aumento das restrições para o combate a pandemia da Covid-19. No novo decreto, assinado pelo prefeito Antônio Sobrinho, o toque de recolher foi ampliado até o dia 30 de março, das 22h até as 5h, e também uma multa de R$ 200 foi estipulada para quem não usar máscara nas áreas públicas da cidade.

Assim como o decreto estadual, publicado no último dia 10, os estabelecimentos comerciais da cidade que descumprirem as determinações serão autuados e a multa pode chegar a R$ 50 mil. As aulas presenciais estão suspensas, ficando liberada as aulas apenas de moto remoto. Também está suspensa a realização de missas, cultos e celebrações presenciais.

Confira na íntegra o Decreto Nº 34/2021, obtido com exclusividade pelo ClickPB.

 

Com Emanuela Leite/Clickpb

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Presidente do TCE alerta paraibanos quanto à tentativas de golpe contra prefeitos através do whatsApp

Presidente do TCE-PB, conselleiro Fernando Catão (Imagem Divulgação)

 O presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), Conselheiro Fernando Catão, alerta todos os prefeitos dos municípios do estado a respeito de um golpe que está sendo aplicado por telefone, onde os criminosos cobram, em nome do TCE-PB, um depósito em conta.

“Alertamos os prefeitos para que não atendam esses pedidos de depósitos em dinheiro em uma conta. O TCE não pede dinheiro a ninguém”, alertou.

Segundo o presidente do TCE, o golpe já foi denunciado à Secretaria de Segurança Pública do Estado e será comunicado esse alerta amplamente, por meio de ofícios, aos municípios.

Em 2020, aconteceu a mesma tentativa de golpe por WhatsApp e dois homens foram detidos em Natal (RN) suspeitos usando o nome do presidente do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba.

Ascom/TCE-PB

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Assembleia Legislativa lamenta morte de diretor de Operações da Cagepa

O presidente da Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), Adriano Galdino, em nome de todos os parlamentares e servidores, lamenta o falecimento do engenheiro civil e diretor de operações da Cagepa, Simão Araújo Barbosa de Almeida, de 58 anos, ocorrido na madrugada deste domingo (14), no hospital da Unimed, em João Pessoa, em decorrência de complicações da Covid-19.

“Recebemos a notícia da morte do engenheiro Simão Almeida com profunda tristeza. Infelizmente, ele é mais um a perder a vida vítima dessa doença que vem causando tantas dores a milhares de famílias. Simão era um homem íntegro e como engenheiro da Cagepa prestou relevantes serviços ao nosso Estado”, destacou o presidente Adriano Galdino.

Natural da cidade de Campina Grande (PB), Simão Araújo Barbosa de Almeida era formado em Engenharia Civil, pela até então Universidade Federal da Paraíba (UFPB), atualmente Universidade Federal de Campina Grande (UFCG).

Era mestre em Engenharia Sanitária e Ambiental pela UFPB. Como servidor efetivo dos quadros da Cagepa, entre outros cargos, esteve à frente da Gerência Regional da Borborema, sediada em Campina Grande; e da Diretoria de Expansão.

Com ALPB

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STF derruba dispositivos da constituição da Paraíba e restringe intervenção estadual em municípios

Imagem Reprodução/STF

Por unanimidade, o Plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) invalidou dispositivos da Constituição da Paraíba que autorizavam a intervenção do estado nos municípios em situações não previstas na Constituição Federal. Na sessão virtual encerrada em 5/3, o colegiado julgou procedente a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 6617, ajuizada pelo procurador-geral da República, Augusto Aras.

As hipóteses suprimidas pela decisão do STF estavam descritas no artigo 15, incisos V e VI, da Constituição estadual, que autorizam a intervenção quando confirmada prática de atos de corrupção e/ou improbidade no município, nos termos da lei, e para garantir o livre exercício de qualquer dos Poderes. Na ADI, Aras alegou que as regras ofendem a autonomia dos municípios e a regra da não intervenção dos estados.

Excepcionalidade

No voto condutor do julgamento, o relator, ministro Alexandre de Moraes, observou que, no federalismo brasileiro, a intervenção de um ente federado em outro é ato excepcionalíssimo, restrito às situações elencadas nos artigos 34 e 35 da Constituição Federal. A adoção da medida cabe somente ao chefe do Poder Executivo, ou seja, ao presidente da República, na intervenção federal, e ao governador, na intervenção estadual, por meio de decreto e da execução das medidas interventivas. No caso da intervenção estadual nos municípios, segundo o relator, não há qualquer possibilidade de alteração, pelas Constituições estaduais, das hipóteses previstas no artigo 35, “seja ampliando, seja reduzindo o alcance da norma constitucional federal”.

No caso em análise, a Constituição da Paraíba, após reproduzir, no artigo 15, as hipóteses descritas pela Constituição da República, incluiu, também, as situações previstas nos incisos V e VI, “ferindo a autonomia dos municípios e vulnerando o próprio equilíbrio federativo”. Ao concluir seu voto, o relator citou precedente (ADI 2917) em que o STF analisou controvérsia juridicamente idêntica, referente à Constituição do Estado de Pernambuco.

Com STF

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Ministro Paulo Guedes prevê R$ 250 em média para novo auxílio emergencial

Imagem Alan Santos/PR

O ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou nesta sexta-feira (12) que o governo pretende pagar ainda em março, mas ressalvou que a primeira parcela da retomada do auxílio emergencial pode ficar para abril.

A previsão leva em consideração a promulgação da PEC Emergencial, marcada para a próxima segunda-feira (15) no Congresso Nacional.

O texto abre caminho para a retomada do auxílio, mas o governo ainda deve editar uma medida provisória com as regras da nova rodada de pagamento do benefício.

“Acontecendo agora — estamos em meados de março —, queremos pagar ainda em março. Possivelmente, o pagamento caia em abril, mas é o pagamento já relativo ao mês de março”, afirmou.

Nesta semana, Guedes afirmou que a nova rodada do auxílio emergencial contemplará valores entre R$ 175 e R$ 375, dependendo da composição das famílias beneficiadas. Ainda, segundo ele, o valor médio será de R$ 250.

A PEC Emergencial traz uma série de travas fiscais para evitar o descontrole das contas públicas e permitirá a volta do pagamento do auxílio emergencial.

Guedes afirmou que o Ministério da Economia nunca foi contra um novo pagamento do auxílio emergencial, mas que o tempo desse pagamento dependia do debate político no Legislativo.

“Não acreditem na narrativa de que a Economia está contra o auxílio. É falsa a narrativa, é narrativa política. O auxílio emergencial não saiu antes porque a política é que tem o relógio. Quem manda e dá o ‘timing’ é a política, e só a política poderia nos autorizar”, disse durante transmissão na internet feita pelo site Jota.

O ministro negou que tenha havido “chantagem” condicionando o auxílio à PEC Emergencial. Segundo ele, o governo precisava dessa autorização por PEC.

Guedes minimizou o fato de a PEC aprovada no Congresso prever um espaço fiscal de R$ 44 bilhões — insuficiente para uma eventual prorrogação do auxílio para além dos quatro meses previstos.

“O que aconteceu antes quando precisou ser renovado? Ele foi renovado”, disse Guedes, sem informar se já trabalha com a ideia de seguir com as parcelas no segundo semestre.

O ministro afirmou que manter o auxílio emergencial em R$ 600 não é sustentável. Segundo ele, dar um “cheque em branco” para o auxílio poderia levar a um descontrole da inflação, que já está alta, o que penalizaria os mais pobres.

“Se nós fizermos isso, a inflação, que está subindo rapidamente, já está em 5% e até julho vai passar de 6%, essa inflação que está subindo rapidamente — e que por enquanto é setorial e está começando a ficar generalizada — aí ela vai embora, vai para 7%, 8%. Por falta de compromisso fiscal”, declarou.

Em 2020, o auxílio chegou a quase 68 milhões de pessoas, com o total de recursos de cerca de R$ 290 bilhões. Foram pagas cinco parcelas de R$ 600 e depois o governo liberou mais quatro parcelas de R$ 300.

Cpm G1

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