Logo que as urnas de 2018 mostraram uma drástica redução nos votos do jovem Pedro Cunha Lima, graças a uma campanha insidiosa que provocou a surpreendente derrota do seu pai, Cássio Cunha Lima, para o Senado, os adversários comemoraram como se aquilo fosse o início do fim do Grupo Cunha Lima.
Ledo engano. Pedro conseguiu se reeleger com pouco mais de 76 mil votos, bem abaixo dos 179 mil da disputa anterior, é verdade, mas suficientes para superar Efraim Filho, Julian Lemos, Edna Henrique e Ruy Carneiro, ficando em oitavo lugar entre os doze escolhidos para representar a Paraíba em Brasília.
A partir daí, o filho de Cássio só colecionou vitórias. Foram conquistas que turbinaram seu currículo político, colocando-o no jogo da sucessão não só de 2020, mas também de 2022.
Mesmo com seus 30 anos de idade, sendo o mais jovem da bancada federal paraibana, Pedro abocanhou a presidência estadual do PSDB, o comando da poderosa Comissão de Educação da Câmara dos Deputados, e ainda foi conduzido à presidência do Instituto Teotônio Vilella, órgão de formação política do PSDB por onde passaram tucanos de proa como Lúcio Alcântara (ex-governador do Ceará), Yeda Crusius (ex-governadora do Rio Grande do Sul) e Tasso Jereissat, que dispensa apresentação.
Tudo isso em menos de seis meses de mandato. É muito para um político que os adversários haviam “condenado” à derrocada. E, pelo andar da carruagem, o garoto não vai parar por aí.
Além de superar as adversidades, Pedro quer mostrar que veio para ficar e se firmar como herdeiro político nato do pai, Cássio, e do avô, ex-governador Ronaldo Cunha Lima.
Pedro é o cara.

