Por mais que alguns tentem negar, é incontestável a disputa interna entre PSB e o G10, grupo de deputados da base de João Azevedo que assume uma “linha independente” na Assembleia Legislativa da Paraíba. Nos bastidores, integrantes das duas correntes travam verdadeira batalha pelo posto de “governista” em busca de mais “atenção” por parte da Granja Santana.
A divisão também é nítida nas votações em plenário, onde nem sempre o G10 segue o mesmo caminho dos socialistas. Como diz o líder Ricardo Barbosa, “o G10 hora é governo, hora é oposição” e essa postura vem provocando reações e cobranças ao governador.
Deputados como Jeová Campos e Pollyanna Dutra reconheceram o clima de discórdia em entrevistas à uma emissora de rádio da Capital, na última sexta-feira (17). Os dois são do PSB, mas de alas diferentes. Campos, que é ligado ao grupo ricardista, criticou a postura divergente do G10, lembrando que não há como um agrupamento permanecer “doà s dois lados”.
Pollyanna já vinha se queixando de “exclusão” dentro da bancada por estar alinhada ao grupo comandado por Genival Mathias e Tião Gomes, ambos do Avante, e creditou a divisão interna “falta de habilidade dos deputados mais antigos”.
A deputada de Pombal só não deixou ainda o PSB por medo de ter o mandato questionado na justiça, mas convidada para se filiar ao Avante ela.já foi.
O mais novo capítulo dessa tumultuada novela foi a audiência que o governador concedeu ao G10, também na última sexta-feira. Com direito à foto e ampla repercussão, Azevedo posou ao lado do grupo “dissidente” e uma imensa “ciumeira” tomou conta do PSB.
Publicamente, os socialistas evitam falar no assunto, mas nos bastidores a temperatura disparou. “Acho que diante dessa crise, o governador deveria reunir toda a bancada para buscar a unidade e não apenas parte dela. Essa postura nåo ajuda em nada”, avaliou um socialista, que não quis se identificar.
O clima na base governista tem tudo para esquentar ainda mais na fogueira de São João. Ingredientes não faltam.


