Cássio desabafa: “Saudades do meu pai, cúmplice e amigo. Viva Ronaldo!”

Ronaldo da Cunha Lima. Ex-prefeito de Campina Grande, ex-senador, ex-deputado federal e ex-governador da Paraíba. Foi também deputado estadual e lutou contra a ditadura militar. Por isso, chegou a ser cassado.

Um currículo de dar inveja a qualquer agente político.

Mas, Ronaldo, também se mobilizou por construir amizades, boa parte delas através da poesia. O homem sabia, ao mesmo tempo, fazer um discurso duro quando a política exigia e declamar um poema quando a ocasião permitia.

Rimas à parte, ninguém melhor que Cássio Cunha Lima para descrever Ronaldo. Abaixo, um desabafo condizente com a relação de pai e filho:

“Havia amor, muito amor, na nossa relação de pai e filho. Amizade,respeito, confiança, admiração, companheirismo, cumplicidade, solidariedade, carinho, zelo, proteção e cuidado recíproco marcaram a nossa intensa convivência. Alegrias e tristezas. Muitos sorrisos, algumas lágrimas, beijos, muitos beijos e abraços. Vitórias e derrotas.

Subíamos, descíamos, voltávamos a subir e seguíamos em frente, sempre. Vida, enfim. E vivemos com plenitude, juntos, muito próximos, lado a lado. As mãos dadas, ombros ladeados, sorriso no rosto, alegria no coração e fé de espírito. Quanto mais eu o amava mais ele me amava. Tivemos uma história de vida linda, comovente, posso dizer inspiradora. Era além de pai e filho, muito além.

Brilho nos olhos, encantamento, paixão. Quanto privilégio em compartilhar essa jornada fascinante ao lado do meu pai, que completaria, hoje, 86 anos. Homem sensível e amoroso, político probo, advogado comprometido, poeta encantador. Sim, ele era encantador. Quem com ele conviveu tem alguma história muito particular para contar.

Arrebatava multidões e cativava corações. Ele sabia tratar cada um de forma especial, de maneira única. Todos eram especiais para ele. Sobretudo os mais pobres e humildes. Abominava a arrogância e detestava os esnobes. Um humanista na essência d’alma e na pureza do coração. Carisma? Nossa! Sorria com os olhos, ria com o corpo inteiro. Meu pai, nosso @poeta_ronaldocunhalima era único, será sempre único. É um lugar comum, perdoe-me por isso, mas ele vive em nossos corações.

Os poetas não morrem, viva Ronaldo Cunha Lima”.

Cássio Cunha Lima

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