Também não venham tentar me convencer de que o recente encontro entre o governador, Cássio e o presidente da Assembleia Legislativa, Ricardo Marcelo (PEN), foi obra do acaso. Os três se mostravam sorridentes, entre abraços e cochichos, sem qualquer aparência da suposta crise entre os Poderes Executivo e Legislativo, tratada publicamente.
Aliás, como diria o ex-deputado Manoel Gaudêncio: “A política é dinâmica”. Na Paraíba, principalmente. Um Estado que “respira” essa atividade 24 hora por dia, onde uma campanha começa imediatamente quando acaba a outra. Ou, pelo menos, quando sai o resultado da eleição.
São vários os exemplos de forças antagônicas que resolveram ou adiaram suas divergências em nome de um projeto comum e maior. Cássio e Ricardo Coutinho é o mais recente, em nível estadual. Portanto, não se surpreenda, caro leitor, se mais a frente presenciar o realinhamento do PEN, de Ricardo Marcelo, ao governador. Nem muito menos se Ricardo Coutinho, Cássio e o PEN estiverem no mesmo palanque em 2014.
Afinal de contas, no barco governista há lugar para todos. O governador quer renovar o mandato, Cássio já disse que vai apoiar sua reeleição e Marcelo está de olho na única vaga para o Senado em 2014. Um projeto, portanto, que interessaria aos três, inclusive com a garantia de apoio ao retorno de Cássio ao Palácio da Redenção em 2018.

