A expressão popular “atirou no que viu e acertou no que não viu” cabe como uma luva na situação atual de Efraim Filho (União Brasil). O deputado paraibano entrou numa disputa pesada com seu colega Aguinaldo Ribeiro (PP) pela vaga de senador na chapa encabeçada pelo governador João Azevedo (PSB), candidato à reeleição.
Efraim sabia das dificuldades que enfrentaria. Seu único “capital” para participar da concorrência interna eram o trabalho que tem feito pelos municípios, que lhe valeu apoio de dezenas de prefeitos, e a fidelidade indiscutível ao governador.
Dó outro lado, um parlamentar com forte estrutura partidária e “padrinhos” de dar inveja a qualquer concorrente: a irmã senadora (Daniella Ribeiro) e o prefeito do principal colégio eleitoral da Paraíba (Cícero Lucena).
Para reforçar a desvantagem, dizem por aí que, desde o início do processo, o próprio governador também demonstra preferência por Ribeiro. Uma luta desigual, digna de “Sansão e Golias”.
A novela está prestes ao fim e nada mais resta ao parlamentar de Santa Luzia a não ser aguardar o anúncio oficial do capítulo derradeiro, que deve ser feito pelo governador ainda está semana. Como se costuma dizer quando uma aposta está perdida, Efraim praticamente já “jogou a toalha”.
Mas, como “toda moeda tem duas caras” e “há males que vem para o bem”, duas outras expressões populares muito conhecidas, Efraim.pode também “colher frutos” da previsível derrota. Por incrível que pareça.
O “escanteio” que levou, por parte dos aliados, lhe valeu vaga “praticamente garantida” para disputar o Senado, na chapa do colega Pedro Cunha Lima (PSDB). A “oferta” já foi feita pelo próprio Pedro, pré-candidato a governador pela oposição, e Efraim respondeu com um sonoro “sim”. O “casamento” depende apenas da confirmação de Aguinaldo na chapa de João.
Ainda recorrendo à sabedoria popular, pode-se dizer que Efraim “atirou no que viu e acertou no que não viu”.

