Não fosse a presença do tesoureiro do PMDB, Antonio de Souza, a direção estadual “passaria em branco” na convenção que elegeu a nova executiva municipal do partido em Sousa, neste sábado. Mas, a ausência do presidente do diretório estadual, senador José Maranhão, do senador Raimundo Lyra, dos deputados federais Hugo Motta, Veneziano Vital do Rego e Hugo Motta, além dos deputados estaduais, não foi em protesto pela renovação da direção municipal. Foi direcionada ao atual prefeito de Sousa, André Gadelha, que se negou a apoiar o então senador Vital do Rego Filho, candidato peemedebista ao Governo do Estado em 2014, votando no senador Cássio Cunha Lima, do PSDB.
Se não seguiu a orientação do partido, negando apoio a um dos companheiros no ano passado, Gadelha também não pode cobrar reciprocidade agora, quando precisa dos mesmos companheiros para buscar a reeleição. Ou seja, o prefeito terá legenda para se candidatar, mas não contará com a solidariedade e muito menos com os votos que o PMDB e suas principais lideranças poderiam lhe dar.
De figuras expressivas, apenas os deputados estaduais Juthay Magalhães e Renato Gadelha, seu tio, prestigiaram a convenção que referendou a candidatura do prefeito. Vereadores e lideranças locais completaram o cenário, digno de quem está pronto para qualquer resultado.
Na política, como na vida, é assim: aqui se faz, aqui se paga.

