
Passada a euforia da festança de Campina Grande, onde os cumprimentos e abraços o impediram até de saborear o bolo de aniversário, Adriano Galdino retoma o foco nos trabalhos como presidente da Assembleia Legislativa, e com a consciência do dever cumprido.
Afinal de contas, o “Baixinho de Pocinhos” conseguiu algo até então inimaginável, diante da efervescência que atravessa a política paraibana: juntou no.mesmo espaço, aliados e adversários sem registro de uma só farpa durante o encontro.
Como é mesmo almejava, Adriano transformou o que seria uma grande festa política num aniversário, sem prejudicar a grandeza do evento. Se continha sem o apoio dos governistas para seu projeto de chevar ao Palácio da Redenção, pelo menos agora deverá ter o respeito, inclusive do Republicanos.
Com certeza, João Azevêdo e seu grupo terão uma nova visão do tamanho de Galdino, de agora em diante. Mesmo que não possa reconhecer integralmente esse tamanho.
Do lado da Oposição, Galdino foi recebido com aplausos e abraços, na tentativa de transformá-lo em outro Cícero Lucena. Os dois casos, o deputado tratou com sorriso e gratidão.
A grande expectativa agora é quanto aos próximos passos de Galdino. Pode, ele, acelerar as ações políticas para vitaminar sua pré-candidatura à governador, mesmo sabendo que a meta de 20% nas pesquisas até dezembro ainda lhe aguarda.
Galdino tem ainda a opção de ser vice em qualquer uma das chapas. Basta estender a mão e escolher o lado. O homem conta ainda com.uma terceira alternativa: ser conselheiro de Tribunal de Contas do Estado, na vaga deixada por Fernando Catão.
Entre os colegas de Assembleia, Galdino é quase unaninidade, dependendo da posição política que tomar. E não será sacrifício algum para o secretário Deusdethe Queiroga trocar sua postulação à conselheiro pela vaga de vice na chapa de Lucas Ribeiro. Basta um aceno de João Azevedo.
Como se pode ver, Adriano tem motivos de sobra para continuar comemorando.
