
É quase impossível não lembrar do episodio do Clube Campestre, em Campina Grande, que mudou radicalmente a geografía política da Paraíba, dez anos atrás. O deputado Adriano Galdino bem que tentou dissociar os dois eventos, escoñhendo as dependencias do antigo Vale do Jatobá como palco para comemoração do seu aniversário, mas a relação de convidados e a atual conjuntura política conspiram na direção contrária.
Começando por Lucas Ribwiro e Cícero Lucena, dois pré-candidatos a governador, assim como Galdino. Em outras palavras, os três são “adversários” políticos, à preço de hoje.
Más, tem também Ricardo Coutinho, Cássio Cunha Lima, Pedro Cunha Lima e Efraim Filho. Ou seja, governistas e oposicionistas estarão “juntos e misturados” no mesmo local, cada um defendendo seu espaço, mas “sem perder a ternura jamais”. Pelo menos é o que esperam o presidente da Assembleia Legislativa e a Paraíba inteira.

No episodio do Campestre, foi um discurso de Ronalso Cunha Lima que “incendiou” a festa de aniversário de Campina Grande e decretou a ruptura no então PMDB, com o gobernador José Maranhão. Com direito a girândolas de fogos de artificio e tudo mais.
Entre tantas coincidencias, sempre sobram diferenças. Na festa de Galdino, não haverá queima de fogos nem discursos, a não ser do próprio aniversariante, que poderá ditar o tom das comemorações
Se conseguir manter a paz até o final da festa, é possível qué Adriano Galdino, do seu jeito, antecipe uma decisão que jà tomou, mas que só sería anunciada no final do.ano, em plenas luzes natalinas.
A expectativa é do tamanho de Campina.
