Marcus Vinicius (PSDB) é conhecido como homem de diálogo. E foi assim que conseguiu convencer, inicialmente, 15 colegas de que seria a melhor alternativa para comandar a Câmara Municipal no momento. Mesmo reconhecendo a gestão exitosa do ex-presidente Durval Ferreira (PP). Os outros dez, incluindo o próprio Durval, foram conquistados “por gravidade”. Apenas Tibério Limeira (PSB) decidiu, por razões pessoais, se abster do processo eleitoral da Mesa Diretora.
Não é incomum o candidato mudar de postura logo que assume o poder. Mas, não foi o que aconteceu na Casa de Napoleão Laureano. Pelo menos até agora. Marcus Vinicius assumiu o cargo garantindo que adotará o diálogo como marca de sua gestão, seja com os vereadores, os servidores, os demais Poderes ou a própria sociedade pessoense. No âmbito “interna corporis”, citou o “respeito às minorias” como meta principal. Ou seja, Vinicius quer manter o bom relacionamento que lhe valeu o apoio quase total da bancada de oposição.
Em outra vertente, o novo presidente abordou a necessária harmonia entre Legislativo e Executivo, mas sem abrir mão da independência de cada um. Em outras palavras, vai respeitar e exigir respeito. Aliás, foi esse um dos principais compromissos assumidos com os vereadores que o elegeram.
Como primeira medida de impacto, Vinicius anunciou a revisão e atualização do Regimento Interno. Apesar de corriqueira, uma decisão necessária.

