
Imagem da Internet
O ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), reapareceu no noticiário político, após longa “hibernação, fazendo o que mais sabe: criar expectativas.
Quando estava no.poder, Cartaxo tentou empurrar de “goela abaixo” a falsa imagem de “prefeito do diálogo”, mas foi desmascarado posteriormente pelos próprios aliados.
Vereadores de sua bancada garantiram, na época, que o “prefeito do diálogo” não passava, na verdade, de um “prefeito de expectativas” porque prometia tudo e não cumpria nada ou quase nada
Sem a “força da caneta”, Cartaxo vem tentando se inserir o contexto político-eleitoral de 2022 da mesma forma que tratava os vereadores.
Primeiro, deixou transparecer que pode ser candidato a tudo, incluindo a governador, mesmo sem apoio da oposição, que está quase fechada com Romero Rodriguea. Um filme já visto em 2018, quando criou a expectativa de encabeçar a chapa oposicionista e pulou fora, impondo a frágil candidatura do irmão gêmeo.
Segundo, disparou críticas contra a gestão de João Azevedo (PV), cobrando inclusive as UPAs em todos os municípios prometidas em campanha. Para quem.não lembra, Cartaxo também cobrou da gestão de Ricardo Coutinho em 2018, para se cacifar com a oposição.
Mas, agora, como as circunstáncias são outras, o cacique do PV estranhamente não criticou nem.elogiou o ex-governador. Preferiu “fugir” do assunto alegando que as alianças serão tratadas depois.
Ou seja, não admitiu nem descartou aliança com o PSB de Ricardo. E tem suas razões. Parte do PT tenta fazer de Cartaxo o “candidato de Lula” na Paraíba. Para isso, o ex-prefeito teria que trocar o PV pelo PT e ainda aceitar o PSB em seu palanque, com Ricardo, Calvário e tudo.
Enquanto as coisas não se definem, o jeito é continuar jogando conversa fora e criando expectativas.
