Numa eventual disputa interna entre Romero e Pedro pela indicação para concorrer ao Governo do Estado em 2022, com quem ficaria o prefeito Bruno Cunha Lima?

Romero e Pedro cotados para disputar Governo do Estado (Imagem Reprodução)

Campina Grande talvez seja a cidade mais politizada da Paraíba. Sua população “respira” política 24 horas por dia e parece não haver trégua entre uma eleição e outra. Uma campanha começa assim que acaba a outra, ao menos para os fanáticos eleitores.

Nos bancos e recantos da famosa Praça da Bandeira e em outros pontos públicos das tradicionais reuniões informais, as eleições de 2022 já estão em.pauta. E a pergunta mais recorrente entre os campinenses é a seguinte: numa eventual disputa interna entre Romero e Pedro ou Cássio pela indicação do Grupo Cunha Lima para concorrer à sucessão estadual de 2022, de que lado ficaria o prefeito Bruno Cunha Lima?

O questionamento foi intensificado depois de sucessivos pronunciamentos de Pedro, do próprio Bruno e de Romero, que se considera o pré-candidato natural do grupo por razões óbvias.

Primeiro, Pedro admitiu publicamente entrar no.páreo. Logo em seguida, Bruno afirmou que não só Pedro, mas também seu pai, o ex-senador Cássio Cunha Lima, estariam cotados para a missão. Tudo como manda o figurino.

O histórico da última eleição em Campina Grande, entretanto, contrária essa visão plural de opções do atual prefeito e remete a outra pergunta derivada da primeira: será que Bruno teria coragem de “peitar” Romero para apoiar um dos primos tucanos, no caso Pedro ou Cássio?

Só relembrando: na pré-campanha de 2020, Romero, então prefeito, fez de tudo para esconder sua preferência por Bruno. Chegou-se a especular que haveria um acordo prévio para indicação de Tovar Cunha Lima. Dizem que até o próprio deputado acreditou na hipótese.

Mas, não é que Romero, logo em seguida, transformou Bruno em seu “supersecretário”? E, de quebra, ainda fez o rapaz trocar o PSDB, de Tovar, pelo PSD, comandado pelo próprio prefeito.

Foi então que tudo ficou claro. Naquela circunstância, Tovar não tinha outra alternativa a não ser reclamar dos pesos e medidas utilizados para a escolha e, em seguida, jogar a toália.

Mas, faltava o “golpe de misericórdia” para afastar dúvidas quanto à licitude e legitimidade do processo de indicação. E veio em forma de uma pesquisa, onde Bruno superaria com folga seu adversário interno na preferência do eleitorado campinense.

Claro que Tovar e seus aliados náo gostaram. Ficaram emburrados por um tempo, mas logo aceitaram a decisão e participaram da campanha vitoriosa que deu o mandato a Bruno.

Bruno (a cria) está entre Romero (o criador) e Pedro (a família) Imagem Reprodução

Não fosse Romero, talvez Bruno sequer disputaria a eleição e, nesse caso, não seria hoje prefeito do segundo maior oolégio eleitoral da Paraîba.

Diante de tais fatos, nada mais natural que os campinenses questinem o futuro político do prefeito e do grupo que comanda a Rainha da Borborema

Afinal de contas, perguntar não ofende.

 

 

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