PT quer cargos para voltar a apoiar governo de João Azevedo

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Mesmo sem “som, imagem e votos”, o PT da Paraíba não se considera “carta fora do baralho” e busca mecanismos de fortalecimento para disputar as eleições de 2022. O partido precisa de “espaços” para propagar suas ações político-administrativas e transformá-las em votos.

Na prefeitura de João Pessoa, as portas estão fechadas. O partido concorreu com o prefeito eleito, Cícero Lucena (PP), e até com ele próprior. O resultado da campanha de Anísio Maia foi um fiasco, como todos sabem. De positivo, apenas a reeleição do vereador Marcos Henriques.

Em Campina Grande, pior ainda. Lá, os petistas nem sonham com a reedição da aliança com o grupo Cunha Lima, que levou Cozete Barbosa à prefeitura municipal.

O jeito é “baixar a cabeça” e tentar “voltar aos braços” de João Azevedo, mesmo após a “lambança” de Luiz Couto. Para quem não.lembra, Couto  apoiou o ex-governador Ricardo Coutinho (PSB), “adversário de todos” na campanha municipal, ignorando a candidatura do companheiro Anísio Maia.

O deputado federal Frei Anastácio, maior liderança atual do PT na Paraíba, defende o realinhamento com o Governo do Estado desde que o partido volte a ter espaços na gestão de Azevedo.

A aventura socialista do padre Couto custou-lhe a exoneração da secretaria que ocupava no Governo do Estado. A medida restringiu ainda mais os espaços do PT na equipe de Azevedo.

Segundo Anastácio, qualquer aliança deve pressupor a abertura de espaços para que o PT possa trabalhar suas políticas públicas. “O PT está vivo. Precisa apenas de espaços para trabalhar”, explicou o deputado.

Será que o PT quer indicar Luiz Couto novamente?

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