Lá pelas bandas do Sertão, quando se quer testar a sanidade mental de alguém, a primeira condição que aparece é a seguinte: so é doido se rasgar uma nota de cem reais. De fato, só um.louco jogaria fora ou rejeitaria dinheiro fácil, desde que legalizado.
Então, por que diabos o secretário Adalberto Fulgêncio, cujo trabalho na pasta da Saúde é tão criticado, relutou, de acordo com os áudios da gravação da conversa com o colega Diego Tavares, em aceitar ser o “cobrador” de dinheiro aos empresários para a campanha eleitoral?
Até onde sei, Fulgêncio tem uma.mente sadia e jamais rasgaria uma nota de cem reais. Muito menos recusaria valores muito superiores a isso. A.menos que o dinheiro fosse sujo. Mas, os dois secretários e todo seu grupo político estão certos da legalidade do dinheiro e da operaçäo que estaria em curso, na época da gravação.
Então, por que será que o prefeito Luciano Cartaxo não veio logo à público esclarecer o episódio e defender dois de seus “generais”?
São questionamentos que só o tempo poderá responder.

