Deputado do PT se altera na tribuna e chama o prprio correligionrio de “derrota”

O deputado Frei Anastcio (PT) perdeu o controle na manh de hoje, ao tecer crticas ao tratamento do Governo do Estado aos trabalhadores rurais, que formam sua principal base eleitoral. Revoltado com o episdio envolvendo sem terra e a polcia, no Centro Administrativa, essa semana, Anastcio mirou o secretrio estadual da Agricultura e Pesca, Maresilson Batista da Silva, responsabilizando-o pela ausncia de polticas pblicas no setor.

“Infelizmente, essa derrota ainda pertence ao PT”, bradou Frei Anastcio, lembrando que se referia a um companheiro de partido.

A referncia arrancou gargalhadas dos colegas em plenrio.

Anastcio no poupou nem os prprios correligionrios (Imagem da Internet)

Anastcio no poupou nem os prprios correligionrios (Imagem da Internet)

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Deputado afirma que Ricardo Coutinho est com medo de enfrentar o povo que o elegeu

Ansio disse que o governador renega os prprios eleitores (Foto da Internet)

Ansio disse que o governador renega os prprios eleitores (Foto da Internet)

O deputado Ansio Maia (PT) disse, na manh de hoje, que o governador Ricardo Coutinho (PSB) est “se escondendo, com medo de enfrentar o povo que o elegeu”. Ansio criticou o aparato policial que cercou o Centro Administrativo e ocupou a Praa dos Trs Poderes na manh de hoje, com a possibilidade de novo protesto dos sem terra. “Um aparato policial to grande para enfrentar treze sem terra. Soube at que policiais foram liberados ontem para descansar, se preparando para a grande guerra de hoje. Que vergonha”, disparou.

Maia afirmou que, a exemplo do episdio com os sem terra, o governador tem fugido dos debates com o Fisco, com os demais servidores pblicos e com vrias categorias que, inclusive, ajudaram a eleg-lo. “Muito diferente de Cartaxo (Luciano Cartaxo, prefeito de Joo Pessoa), que abre seu gabinete e faz questo de receber todo mundo”, comparou.

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Gervasio Maia aponta obras abandonadas e cobra do governador cumprimento de promessas de campanha

Gervasio Maia voltou a atacar o Governo do Estado (Imagem da Internet)

Gervasio Maia voltou a atacar o Governo do Estado (Imagem da Internet)

O deputado Gervasio Maia (PMDB) apontou vrias obras inacabadas, algumas delas iniciadas durante a gesto do ex-governador Jos Maranho (PMDB), e cobrou do governador Ricardo Coutinho (PSB) o cumprimento de promessas de campanha, incluindo fazer em quatro anos uma administrao equivalente a 40 anos. Ele mostrou fotografias de uma escola pblica estadual em construo no municpio de Mataraca, iniciada por Maranho e abandonada pelo atual governo.

“ mais uma obra abandonada do governo dos quarenta anos em quatro”, ironizou Maia.

O parlamentar citou ainda as estradas, tambm iniciadas por Maranho, que at agora no foram concludas pela administrao atual. Sugeriu, inclusive, do deputado Monaci Marques (PPS), que assumiu o mandato recentemente, uma cobrana ao governador Ricardo Coutinho para que conclua a PB 299, que liga o municpio de Malta a VIsta Serrana, onde ele foi prefeito.

“Deputado, como aliado do governo, o Senhor deve cobrar essa obra to importante para sua regio. Se o governador se negar, rompa com esse governo, mas no deixe de cobrar as obras que seu municpio necessita”, concluiu Maia.

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Briga por gua no Serto deixa Cajazeiras sem abastecimento, denuncia Vituriano de Abreu

Maioria dos reservatrios est com nvel bem abaixo do normal (Imagem da Internet)

Maioria dos reservatrios est com nvel bem abaixo do normal (Imagem da Internet)

O deputado Vituriano de Abreu (PSC) denunciou na manh de hoje, na Assembleia Legislativa, que a cidade de Cajazeiras ficou sem abastecimento por causa de uma briga pela gua do aude Boqueiro de Piranhas, que serve regio. Segundo ele, famlias que que residem entre o aude e o reservatrio de So Gonalo ocuparam a Estao de Tratamento local da Cagepa, impedindo o bombeamento para Cajazeiras, e s admitem liberar o equipamento aps uma soluo para a falta de gua em suas residncias.

“Enquanto a Estao de Tratamento estiver ocupada, Cajazeiras ficar sem receber a gua do Boqueiro de Piranhas, como tambm a populao de Sousa porque essa gua iria ainda para o reservatrio de So Gonalo, responsvel pelo abastecimento daquela regio”, afirmou Abreu, adiantando que ser necessria a interveno do Denocs e da Agncia Nacional de gua (ANA).

Com a maioria dos reservatrios praticamente seca, a tendncia a multiplicao de conflitos semelhantes em todo o Estado.

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Senado derruba resoluo do TSE e suspende alterao de representao paraibana na Cmara Federal

Cssio mais uma vez esteve a frente dos debates (Imagem de Assessoria)

Cssio Cunha Lima mais uma vez esteve a frente dos debates (Imagem de Assessoria)

A definio sobre o aumento ou a diminuio do nmero de deputados federais por estado teve mais um captulo nesta quarta-feira (23). Em meio a muito debate, o Plenrio do Senado aprovou projeto que susta os efeitos de resoluo administrativa expedida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para redefinir o nmero de deputados federais, estaduais e distritais. O texto agora segue para anlise da Cmara dos Deputados.

O senador Cssio Cunha Lima (PSDB-PB) dirigiu a sua palavra aos senadores dos estados que no perdem nem ganham com a norma imposta pelo Tribunal Superior Eleitoral e apelou para que o Senado no cedesse tentativa de representantes de estados que ganhariam deputados e que queriam adiar a votao, com a ntida inteno de procrastinar e manter a deciso do TSE.

Ele lembrou que o Senado no poderia abrir mo de cumprir as suas funes constitucionais e que aquela era uma oportunidade da Casa reivindicar as suas atribuies que vem sendo em muitos casos sendo deixado para o poder judicirio O Congresso s pode delegar poderes ao poder executivo, jamais ao judicirio, lembrou Cssio ao destacar que tinha certeza que aquele era tambm o posicionamento dos demais senadores paraibanos, Ccero Lucena (PSDB) e Vital do Rgo Filho (PMDB).

O Projeto de Decreto Legislativo (PDS) 85/2013, do senador Eduardo Lopes (PRB-RJ), susta os efeitos da resoluo do TSE que redefiniu, com base no Censo de 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatstica (IBGE), o nmero de deputados federais, estaduais e distritais no pas, em resposta a pedido da Assembleia Legislativa do Amazonas.

Um ponto importante que mereceu esclarecimentos por parte do senador Cssio Cunha Lima que o nmero de deputados federais permaneceria nos mesmos 513, ou seja, o que ocorreria que alguns estados perderiam deputados e outros ganhariam.

Com as mudanas propostas pela resoluo, h, por exemplo, o ganho de quatro cadeiras na bancada federal do Par. Os estados de Minas Gerais, Cear, Santa Catarina e Amazonas tambm ganham mais deputados. Por outro lado, as bancadas de Paraba, Piau, Pernambuco, Paran, Rio de Janeiro, Esprito Santo, Alagoas e Rio Grande do Sul perdem representantes.

A aprovao do PDS no Senado, no entanto, no veio sem polmica. Um requerimento para que a matria fosse discutida na Comisso de Desenvolvimento Regional e Turismo (CDR) chegou a ser apresentado, mas foi derrotado por 34 votos a 25, alm de 3 abstenes. Outro requerimento para a retirada do regime de urgncia tambm foi apresentado, mas os lderes retiraram o seu apoio, para que a votao fosse logo iniciada.

O debate colocou em campos opostos os senadores dos estados que ganham e os dos estados que perdem deputados federais. A disputa focou os senadores dos 14 estados que no so atingidos pela deciso do TSE. Enquanto alguns senadores defendiam a necessidade de ajustes nos clculos da proporcionalidade, outros cobravam a necessidade de posicionamento por parte do Senado.

Com informaes da Agncia Senado – Trcio Ribas Torres
Foto: Jaciara Aires

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Conselheiro pede mais informaes e julgamento de contas da Casa Civil adiado para dia 30

Relator do processo, Porto prometeu entregar informaes dia 30 (Imagem da Internet)

Relator do processo, Porto prometeu entregar informaes dia 30 (Imagem da Internet)

O tempo insuficiente para levantar informaes requeridas pelo conselheiro Andr Carlo Torres Pontes ao relator Umberto Porto motivou o adiamento do julgamento do processo atinente prestao das contas de 2011 da Casa Civil do Governador submetido, nesta quarta-feira (23), ao exame do Tribunal de Contas do Estado.

O conselheiro Andr Carlo, egresso do quadro do Ministrio Pblico, pediu, em preliminar, o detalhamento de pagamentos feitos, cumulativamente, por hospedagens e dirias pela Casa Civil, a fim de verificar se encontram, ou no, amparo na lei estadual 8.430/07. O conselheiro Umberto Porto informou, ao final da tarde, que trar as informaes que lhe foram solicitadas sesso do TCE, que acontecer no prximo dia 30.

A suspenso do julgamento deu-se aps o voto do relator, pela irregularidade das contas da Casa Civil, em vista dos gastos com dirias e despesas sem licitao, no que foi acompanhado pelos conselheiros Nominando Diniz, Fernando Cato e Arthur Cunha Lima. A divergncia foi inaugurada pelo conselheiro Andr Carlo Torres Pontes e teve o acompanhamento do auditor Oscar Mamede Santiago Melo.

O Tribunal aprovou as contas de 2011 dos ex-prefeitos de Cabaceiras (Ricardo Jorge de Farias Aires), Guarabira (Maria de Ftima de Aquino Paulino), Teixeira (Wenceslau Souza Marques) e Diamante (Hrcules Barros Mangueira Diniz). As contas da Procuradoria Geral do Estado (2010) e de seu Fundo de Modernizao e Reaparelhamento (2011) foram aprovadas com ressalvas.

Os processos inscritos na pauta de julgamento do TCE correspondiam a uma movimentao de recursos da ordem de R$ 282.146.231,59. Participaram da sesso plenria conduzida pelo presidente Fbio Nogueira os conselheiros Umberto Porto, Arthur Cunha Lima, Nominando Diniz Fernando Cato e Andr Carlo Torres Pontes. Tambm, os auditores Marcos Costa, Antonio Cludio Silva Santos, Antonio Gomes Vieira Filho, Oscar Mamede (substituindo o conselheiro Arnbio Viana) e Renato Srgio Santiago Melo. O Ministrio Pblico esteve representado pela procuradora geral Isabella Barbosa Marinho Falco.

Ascom do TCE

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Assembleia Legislativa aprova projeto que prev transparncia nas viagens areas custeadas pelo Poder Pblico

avio

Transparncia nos gastos com viagens areas, a instituio do Selo Digital de Fiscalizao Extrajudicial e a criao do Dia Estadual de Conscientizao sobre Doenas Raras foram temas de projetos de Lei Ordinria (PLO) aprovados, durante a sesso ordinria desta quarta-feira (23). Ao todo, os deputados estaduais votaram 15 matrias, no plenrio da Assembleia Legislativa da Paraba (ALPB).

O projeto 1.578/2013, do deputado Raniery Paulino (PMDB), que institui a obrigao de divulgao de dados relativos a viagens areas custeadas pelo Poder Executivo, foi aprovado com a incluso de emenda apresentada pelo deputado Carlos Dunga (PTB) e subscrita pelo lder do governo, Hervzio Bezerra (PSB), incluindo os poderes Legislativo e Judicirio, o Ministrio Pblico da Paraba (MPPB) e demais rgos diretos e indiretos e unidades autnomas ligados aos referidos poderes.

O deputado Jutay Menezes (PRB) argumentou que o mrito do referido projeto se estabelece dentro das normas da Lei Federal 12.527/2011 (Lei de Acesso Informao), que regula o acesso a informaes em instituies pblicas. “No h porque aprovar uma matria quando j existe uma legislao que determina a transparncia pblica. Inclusive, o STF j decidiu que at os salrios dos servidores possam ser divulgados”, argumentou.

“No um projeto, meramente, poltico. uma matria em favor da sociedade e vai de encontro aos anseios da Lei de Acesso Informao e Transparncia Pblica”, contra-argumentou Raniery Paulino. “No existe transparncia mais ou menos, ou se tem ou no se tem. Por isso, aceitamos todas as emendas para que as informaes de todos os poderes e rgos sejam repassadas”, emendou o lder da oposio, Ansio Maia (PT). O PLO terminou aprovado diante de votao no painel do plenrio, com o placar de 22 votos favorveis contra oito negativos e uma absteno.

Os deputados ainda aprovaram, por unanimidade, o PLO 1.620/2013, de autoria do Tribunal de Justia da Paraba (TJPB), que institui o selo Digital de Fiscalizao Extrajudicial. De acordo com o projeto, a utilizao do Selo Digital ser obrigatria em todos os atos oriundos dos cartrios. Ele tem o objetivo de aperfeioar o sistema de controle administrativo da atividade notarial e registral, com o propsito de garantir transparncia e segurana jurdica aos atos dos cartrios extrajudiciais. Para isso, o controle ser feito atravs de meios eletrnicos de processamento de dados.

A matria recebeu duas emendas modificativas apresentadas pelo deputado Raniery Paulino. “O texto das duas emendas visam estabelecer uma melhor adequao das modalidades do selo de fiscalizao pago, instituindo os tipos A, B e C para o selo normal, e os tipos 1, 2 e 3 para o selo especial, com os valores e aplicao definidos em tabela prpria e atos”, justificou o peemedebista. De acordo com o texto, os valores do Selo Digital ficaro entre R$ 0,17 e pouco mais de R$ 500.

Tambm foi aprovado por unanimidade, o PLO 1.571/2013, da deputada Olenka Maranho (PMDB). A matria reconhece o direito tutoria educacional para alunos da rede estadual, no ensino fundamental, que forem portadores de necessidades especiais. Outro projeto aprovado foi o 1.585/2013, de Raniery Paulino, que cria o dia do Delegado de Polcia Civil e o inclui no Calendrio Oficial da Paraba.

Tambm foi aprovado o PLO 1.564/2013, que denomina de PB-127, o entroncamento da BR-104, no trecho que interliga os municpios de Barra de Santa Rosa a Algodo de Jandara. A autoria do 1 vice-presidente da Casa de Epitcio Pessoa, deputado Edmilson Soares (PEN).

Do deputado Assis Quintans (Democratas) foram aprovados trs projetos. O 1.588/2013, que denomina de “Metdio Pereira Neves” a adutora construda entre os municpios de Camala, So Joo do Tigre, So Sebastio do Umbuzeiro e Zabel; o 1.594/2013, que dispe sobre a Poltica Estadual de Pagamento por Servios Ambientais e autoriza a instituio do Fundo Estadual de Pagamento por Servios Ambientais; e o 1.599/2013, que institui o Dia Estadual de Conscientizao sobre Doenas Raras.

Mensagem do Poder Executivo
Tambm foram aprovados dois projetos de Lei originrios de mensagens encaminhadas pelo Poder Executivo. O 1.528/2013 altera e acrescenta dispositivos Lei Estadual 7.517/2003, que autoriza o funcionamento e estabelece normas Paraba Previdncia (PBPrev), autarquia vinculada Secretaria de Estado do Governo. J o 1.595/2013 autoriza a doao de um imvel do acervo patrimonial do Estado da Paraba para a Companhia Estadual de Habitao Popular (Cehap).

Ttulos de Cidado Paraibano
Os deputados estaduais ainda aprovaram a outorga de Ttulo de Cidado Paraibano a jornalista Nelma Figueiredo; a pedagoga Anna Maria Tavares da Silva; a escritora Da Borba da Cruz (in memoriam); ao general de Brigada, Carlos Alberto Maciel Teixeira; e a Otvio Duarte dos Santos. Todos em virtude dos relevantes servios prestados comunidade e ao Estado da Paraba.

Com Assessoria

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PT manda filiados entregarem cargos no Governo do Estado e ameaa expulsar quem descumprir determinao

O presidente do Partido dos Trabalhadores no Estado da Paraba, Rodrigo Soares, orientou aos filiados que ainda mantm cargos no Governo do Estado, que entreguem os postos. Os que no cumprirem a orientao podem ser convidados a deixar a legenda.

Segundo o presidente do partido, aps o rompimento do PSB nacional com o governo da presidenta Dilma Rousseff (PT), e entrega de cargos no estado de Pernambuco, o partido orienta aos filiados que ainda mantm cargos no governo Ricardo Coutinho (PSB) que deixem os postos. “Ou ficam no governo, ou ficam no PT”, exclamou Rodrigo Soares. “No h mais espao para que o partido conviva com dissidncia interna”, completou.

Rodrigo Soares lembra ainda que o governador do estado de Pernambuco, Eduardo Campos, est fazendo “dobradinha” com o senador Acio Neves (PSDB), na oposio nacional presidenta Dilma, e que o partido no ir admitir que filiados permaneam juntos ao PSB. “No h mais espao ou motivos para que qualquer filiado do PT permanea junto ao Governo do Estado, que faz parte da oposio nacional presidenta Dilma Rousseff, devendo os filiados entregar os cargos, pois o PT tem projeto para disputar o Governo da Paraba nas eleies de 2014, alm do grande projeto nacional em torno da presidenta Dilma Rousseff”, disse o presidente.

Ainda segundo o presidente do partido, os que descumprirem a orientao sero submetidos s instncias partidrias. “O palanque do PT s cabe a presidenta Dilma Rousseff e seus aliados, os adversrios estaro em outro palanque”, destacou.

Assessoria

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TSE rejeita recurso do PMDB por unanimidade e mantm mandato do deputado Adriano Galdino

O Tribunal Superior Eleitoral rejeitou, por unanimidade, na sesso dessa tera-feira (22), o Recurso do PMDB que pedia a cassao do deputado estadual Adriano Galdino, do PMDB.

O relator do Recurso foi o ministro Marco Aurlio. O PMDB alegava a inelegibilidade do parlamentar em funo de uma condenao por improbidade administrativa na poca em que ele foi prefeito da cidade de Pocinhos.

A Corte acatou a defesa do parlamentar que argumentou a perda do objeto do recurso, ante a deliberao do Supremo no sentido da inaplicabilidade da Lei Complementar n 135 (Lei da Ficha Limpa) s eleies de 2010. Alm disso, o processo pelo qual respondeu por crime de improbidade no transitou em julgado.

Abaixo a ntegra da deciso:

Deciso Monocrtica com resoluo de mrito em 19/03/2012 – RCED N 1475

1.A Assessoria prestou as seguintes informaes:

O Partido do Movimento Democrtico Brasileiro, com alegada base no artigo 262, inciso I, do Cdigo Eleitoral, busca a cassao do diploma de deputado Estadual conferido a Adriano Czar Galdino de Arajo, asseverando suposta ausncia de condio de elegibilidade na data da diplomao. Evoca a deciso do Tribunal de Justia da Paraba, mediante a qual o recorrido foi condenado suspenso dos direitos polticos por ato de improbidade administrativa, e transcreve a ementa de seguinte teor (folha 4):

PRELIMINARES. Nulidade da sentena por incompetncia absoluta do Juzo de 1. grau. Ao de Improbidade Administrativa. Lei n 10.628/2002. Competncia especial por prerrogativa de funo. Inaplicabilidade. Natureza civil da ao.

Competncia material estabelecida em razo do local onde ocorreu o dano. Cerceamento de defesa. No configurao. Rejeio. Tendo em vista que a Constituio Federal fixa, de maneira taxativa, as regras de competncia dos Tribunais por prerrogativa de funo exclusivamente para o processo e julgamento de aes criminais, e uma vez que as Constituies Estaduais determinam a competncia dos respectivos Tribunais de Justia, observando o princpio da simetria com os cargos e funes para os quais a Carta Magna prev foro especial, a Lei n 10.628/02 no poderia ter fixado prerrogativa de foro em razo da funo para as aes de improbidade administrativa.

PROCESSUAL CIVIL. Ao Civil Pblica por ato de improbidade de administrativa. Contratao ilegal de servidores pblicos. No-realizao de concurso pblico. Afronta aos princpios constitucionais norteadores da Administrao Pblica. Violao ao art. 11 da Lei 8.492/92. Sentena parcialmente procedente. Aplicao de penalidades previstas no art. 12, III, da LIA. Razoabilidade e proporcionalidade na condenao. Suspenso dos direitos polticos por um perodo de trs anos. Apelaes cveis. Manuteno do decisum de 1. grau. Desprovimento de ambos os recursos. O art. 37, II, da Constituio Federal institui como norma cogente de observncia obrigatria, a realizao de concursos pblicos com objetivo de preenchimento de cargos e empregos pblicos, ressalvando apenas, os casos de nomeaes para cargos em comisso e a contratao de servidores temporrios para atender necessidade temporria de excepcional interesse pblico especificados em lei. A realizao de concursos pblicos a regra geral, enquanto que, a contratao temporria consubstancia-se em exceo admitida apenas em situaes restritas e especiais. Na rbita federal, a Lei 8.745/93, com as alteraes introduzidas pela Lei 9.849/99, aponta como casos de excepcional interesse pblico a assistncia de calamidade pblica, combate a surtos endmicos e a realizao de recenseamentos e pesquisas estatsticas efetuadas pelo IBGE.

Argumenta haver o aludido pronunciamento transitado em julgado, porque no teriam sido conhecidos o recurso especial e o extraordinrio interpostos. Menciona a alnea l do inciso I do artigo 1 da Lei Complementar n 64/1990, introduzida pela Lei Complementar n 135/2010.

Requer – aps a citao do recorrido, do Partido Socialista Brasileiro e dos dois primeiros suplentes desta legenda e tambm da respectiva Coligao e depois da requisio, ao Tribunal de Justia paraibano, de cpia do julgado aludido – a cassao do diploma de Adriano Czar Galdino de Arajo.

A inicial foi instruda com cpias do acrdo resultante do julgamento dos embargos de declarao formalizados contra a deciso do Tribunal de Justia da Paraba na referida ao civil pblica e do pronunciamento mediante o qual o Superior Tribunal de Justia no conheceu do recurso especial a seguir interposto (folhas 12 a 30).

O recorrido apresentou as contrarrazes de folhas 44 a 88. Defende, em preliminar, a inadequao da via eleita e a precluso – porque lastreada a medida em suposta inelegibilidade de natureza infraconstitucional, destacando no haver sido formalizada impugnao ao registro da respectiva candidatura -, bem como a perda de objeto do recurso, ante a deliberao do Supremo no sentido da inaplicabilidade da Lei Complementar n 135 s eleies de 2010. Diz no haver trnsito em julgado da deciso, a qual tampouco teria implicado condenao decorrente de ato doloso de improbidade administrativa por dano ao errio, mas imputao em razo de ato omissivo atentatrio aos princpios da administrao pblica, nos termos do artigo 11 da Lei n 8.429/1992. Defende no configurada a hiptese contida no artigo 1, inciso I, alnea l, da Lei Complementar n 135/2010, preceito que reputa inconstitucional, por violao da garantia da presuno de inocncia contida no artigo 5, inciso LVII, da Constituio Federal. Pleiteia seja negado seguimento ao recurso, declarada a respectiva perda de objeto ou assentado o desprovimento.

O Ministrio Pblico Eleitoral preconiza o desprovimento, tendo em vista no haver transitado em julgado a mencionada deciso do Tribunal de Justia da Paraba na ao civil pblica.

folha 143, Vossa Excelncia deferiu o pedido de preferncia na tramitao deste recurso contra expedio de diploma.

Anoto que, em apenso, est incidente de falsidade formalizado por Adriano Czar Galdino de Arajo, no qual se sustenta no serem autnticas as peas trazidas pelos recorrentes, ante a ausncia de certides eletrnicas, com identificao do servidor subscritor dos documentos. Requer a suspenso do recurso contra expedio de diploma, a realizao de percia e, ao fim, a declarao de falsidade dos documentos, os quais reputa inidneos para lastrear o pedido.

2.O Supremo, ao apreciar o Recurso Extraordinrio n 633703/MG, da relatoria do Ministro Gilmar Mendes, Dirio da Justia Eletrnico de 18 de novembro de 2011, assentou, observado o princpio constitucional da anterioridade eleitoral – artigo 16 -, a inaplicabilidade da Lei Complementar n 135/2010 s eleies realizadas no ano da publicao.

3.Em face do precedente, nego seguimento ao denominado recurso contra expedio de diploma, ficando prejudicado o exame do incidente de falsidade.

4.Ante a notcia de suposta prtica delituosa, remetam cpia da pea alusiva ao incidente de falsidade ao Ministrio Pblico Eleitoral.

5.Publiquem.

Braslia, 19 de maro de 2012.

Ministro MARCO AURLIO

Com PB Agora

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Justia Federal manda bloquear R$ 750 mil em bens do ex-senador Efraim Morais

Efraim  acusado de irregularidades no Programa Interlegis (Imagem da Internet)

Efraim acusado de irregularidades no Programa Interlegis (Imagem da Internet)

A Justia Federal de Braslia determinou o bloqueio de R$ 750 mil em bens do ex-senador Efraim Morais (DEM-PB). A deciso atende a pedido feito numa ao de improbidade administrativa movida no ano passado pela Procuradoria da Repblica do Distrito Federal (PR-DF) que acusa o ex-parlamentar de ter praticado irregularidades no programa Interlegis, do Senado. Esse programa, implementado em 2000 numa parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), tem o objetivo de modernizar e integrar todo o Poder Legislativo brasileiro.

A procuradoria sustentou na ao que Efraim, na poca em que era diretor nacional do Interlegis, entre os anos de 2005 e 2008, deslocou funcionrios que deveriam atuar exclusivamente no programa para a Primeira Secretaria do Senado, comandada por ele na ocasio. O prprio ex-senador admitiu, em declarao dada ao MP Federal, que um dos contratados pelo programa atuava na Paraba, utilizando-se do seu gabinete de apoio parlamentar.

A direo do Senado, entretanto, afirmou que na ocasio esses funcionrios do Interlegis s poderiam ser lotados em Braslia. Para o Ministrio Pblico, o ex-senador agiu de forma ilegal ao permitir a transferncia dos trabalhadores por meio de requisies de sua autoria.

Em despacho do ltimo dia 16, a juza federal substituta Maria Lina Silva do Carmo, da 20 Vara Federal, decidiu tornar ru o ex-senador, decretar a indisponibilidade dos bens de Efraim e ainda impedir que ele faa transferncia de recursos para terceiros. “Nesse contexto, rejeito todas as preliminares arguidas pelo demandado, porque este era, poca dos fatos, senador da Repblica e h indcios veementes de que seja o autor de condutas que redundaram em dano ao patrimnio da Unio”, afirmou a magistrada.

O ex-senador afirmou que no foi notificado e vai apresentar defesa. Atual secretrio de Infraestrutura do governo da Paraba e presidente do Democratas na Paraba, ele disse que trs funcionrios contratados pelo programa foram colocados disposio do seu gabinete. Segundo ele, o trio trabalhava para o Interlegis. “Eu, como presidente do Interlegis, acredito que no h nenhuma irregularidade”, destacou.

Questionado se vai recorrer do bloqueio de bens, Efraim Morais disse que uma deciso que cabe aos seus advogados tomar. Ele afirmou que o Tribunal de Contas da Unio (TCU) aprovou todas as contas da poca em que comandou o Interlegis. “Vou agora fazer a minha defesa de que sou inocente e provarei que o pessoal trabalhava no programa”, reforou. Ele disse ainda que a Paraba foi o primeiro Estado onde o programa conseguiu chegar a todos os municpios. Ele reconheceu que priorizou, na sua passagem pelo rgo, seu Estado no Interlegis.

Recentemente, a revista VEJA incluiu Efraim Morais na ‘Rede de Escndalos’, uma coletnea que lista os congressistas envolvidos em casos de corrupo em Braslia.

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